sábado, 29 de janeiro de 2011

(25) SOU MUITO VERSÁTIL (OU ERA...!) VEJAM SÓ!

O VIDEO APRESENTADO FOI GRAVADO EM CASSETE VHS, JÁ LÁ VÃO 29 ANOS PELO QUE A IMAGEM SE ENCONTRA DETERIORADA E DENTRO DE MAIS UNS MESES DESAPARECERÁ COMPLETAMENTE.
NÃO CUIDEI DE A TRANSFERIR, EM TEMPO, PARA OUTRO SUPORTE. PACIÊNCIA!

Uma colega e amiga desafiou-me para ser seu par num concurso que em princípios de 1982 era transmitido em directo na RTP sob a batuta de Artur Agostinho.

Chamava-se “Toma Lá… Dá Cá”.

Não sendo um entusiasta consumidor de concursos e apesar das mazelas resultantes de um recente acidente que ainda me causavam pequenas dores, acabei por aceder.
Como não o conhecia, só tive a oportunidade de visionar duas sessões antes de nos dirigirmos às instalações da RTP. Surpreendido constatei que, terminava com um de nós a ter de executar um número de travesti “interpretando uma música em playback”. Estive para desistir pois o meu futuro par tinha-me “escondido” aquele pequeno pormenor do “travestismo”. Mas depois de ter aceite não seria correcto voltar com a palavra atrás.
O total de pontos alcançado antes da derradeira “prova” permitia ao casal que se encontrasse no primeiro lugar escolher qual deles iria fazer o número.
Nas provas de selecção, depois das perguntas de cultura geral onde se apuravam cinco pares que iam à “final”, aqueles, como prova final, tinham de representar no palco do auditório, na Av. 5 de Outubro, os números que iriam apresentar, de sua inteira e livre escolha. Na altura “actuámos” com a indumentária que envergávamos, isto é … à “civil”.
Ficámos apurados para ir a concurso, tendo como companheiros um jovem e simpático casal de irmãos.
Antes de se iniciar o concurso, que era transmitido dos estúdios da RTP no Lumiar, fui confrontado com o ensaio da “peruca”.

Ora a Sandie era morena pelo que em princípio recusei a cabeleira loira que me colocaram na cabeça entre farta risota dos técnicos presentes no camarim e que nos empoeiravam a cara para evitar os reflexos em cena, debaixo dos potentes projectores.
Tive de ceder: o Cândido sabe… isto é televisão…, um concurso leve… diversão é necessária… imagem… e você com cabeleira morena não fica tão… provocante no contraste com os pelos das pernas.


Você vai aparecer de mim-saia e descalço… certo?





sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

(24) A NOSSA AMIGA JÁ FORMALIZOU!

Com a devida vénia, transcrevo uma mensagem que acabei de receber de uma amiga que decidiu acompanhar-nos nesta "cruzada" da doação de cadaver.




"Caros familiares e amigos/as

Há algum tempo atrás decidi doar o meu cadáver à Faculdade de
Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa.

Segui o bom exemplo de um casal amigo, atitude que aplaudi e
apoiei. E que me deu o que pensar.

Agora que o meu processo está oficialmente finalizado sinto-me na
obrigação de informar os mais chegados desta minha resolução.


Esta decisão deixa-me tranquila e feliz, embora espere, naturalmente,
viver ainda muitos bons anos sem visitar a Faculdade.

Não plantei nenhuma árvore, não escrevi um livro e, por livre vontade, não
tive filhos. Quero com isto acreditar que finalmente terei feito alguma coisa
de útil neste mundo.

Do pó viemos e ao pó retornaremos. Não sou religiosa mas estas
palavras cristãs refletem bem o que penso."


Alda Barreto