quinta-feira, 24 de outubro de 2013

(61) - AS BOLAS NA MINHA VIDA

A propósito de uma apresentação que me enviaram, sobre “BOLAS”, alinhavei um apressado texto que agora publico.
A apresentação referida, por mim editada em vídeo, única culpada deste meu devaneio, fica AQUI e deve ser visionado antes de ser lido o que se segue.  



DIVAGANDO SOBRE AS MINHAS BOLAS

Em menininho, obviamente que me iniciei no manuseamento de bolinhas minúsculas. 
Os berlindes! De vidro, coloridas, opacos ou transparentes. Mas nada de "abafadores”.



Ainda catraio, na praia, as bolas passavam por maus tratos com uns pontapés repartidos por elas e pela areia. Bolas, já significativamente maiores que os berlindes.



Veio o voleibol, no Ateneu, o que aumentou o diâmetro do “esférico”.


No intervalo das aulas (ou às vezes em vez de…) voltei de novo às origens e portanto para bolas mais reduzidas. As dos matraquilhos. Pequenas mas com peso específico… e no Parque Mayer, onde o preço das partidas era mais em conta. E para que as bolas rendessem, lançávamos mãos aos lenços enfiando-os nas balizas, impedindo assim, que as ditas desaparecessem para debaixo do “relvado”.


Já com a barba a crescer, as bolas com as quais fui tomando contacto,foram sofrendo várias transformações, diversificaram-se e permitiram-me muitas e variadas experiências.

Primeiro com uma passagem por uma modalidade em que, mais uma vez, a bola desempenhava o papel principal. Uma modalidade de intenso “contacto”, que muito contribuiu para me preparar para futuros jogos intensivos e de grande desgaste. O andebol de “7”! Comecei a ser capaz de agarrar uma bola só com uma mão. Foi a primeira vez que enchi a mão com uma bola. Uma experiência e tanto, suportar uma bola numa única mão.



Subitamente, um salto exponencial! Uma fugaz introdução no “basket”. A mão tinha entretanto crescido e a continua familiaridade, com as bolas, fazia com que operasse maravilhas.
Mas também larguei aquela última bola. Era enorme!


Timor! Futebol! Foi aqui que maltratei a bola de “couro” nalguns jogos de futebol de onze naquele incrível “pelado/ervado” do Estádio (!?) de Dili. E que mais dizer da bola mais falada e usada em todo o Mundo?


Sobre o “melão” do rugby, só na televisão. Aquela aberração dos dois “bicos” lembrava-me outro tipo de bolas. Dois bicos???


E o agora tão difundido “Futsal”? No meu tempo, num “ring”, ela, a rainha redonda, era do mesmo tamanho que a actual. Mas chamava-se então “Futebol de Salão”. Agora é futebol de Pavilhão!



No Café da Garagem Monumental, na Av. Alvares Cabral, no “ping-pong” gastei algumas horas, após o horário laboral. Mas o "stress” acumulado ao longo do dia, não era suficientemente descarregado com as“raquetadas”, face à fragilidade da alva (cândida?) bolinha.  


Residindo, na altura, no Estoril, fiz uma incursão no golfe. Foi no “Estoril Plage”. Mas ver aquelas bolinhas todas metidas num cesto e andar com um “pau” na mão para lhes acertar sem tocar naquela outra bola gigantesca chamada Terra ou Globo terrestre ou o terceiro calhau a seguir ao Sol, não me satisfazia.
 Atenção! Não me desagradava e era até útil, andar com o pau na mão. Sempre servia de bengala para descansar, ou de catana para desbravar o “capim” à procura da minúscula bolinha quando ela se perdia para além do “green” (?)”. A bolinha é que não me satisfazia. Nem eu a ela certamente. Mas aquelas covinhas…


Também não me deu grande gozo a bola de ténis. Ainda brinquei com aquelas peludas bolas nos “courts” de Pedras Del Rei, já lá vão uns anos, quando ainda podia passar férias no Algarve.



Foi um período de total dedicação ás bolas de dimensão reduzida. 


Mas, como uma só, já não me satisfazia, atirei-me a muitas bolas ao mesmo tempo. Foi a idade dourada do “snooker”. Afinal, já não dando conta de tanta bola, mas não podendo dispensá-las, diminuí a quantidade das ditas. Passei-me para o “Pool”!


Quanto ao “squash” fui avisado a tempo que, por ter perto de 1m e 90cm, não me podia considerar profissionalmente, um “alto cargo”. Fiquei assim arredado da possibilidade de contactar com outra bolinha.


Nem vou perder muito tempo recordando as do “bowling”. Pesadas para caramba!!! Um amigo foi obrigado a andar sem sapatos durante meses, depois de ter deixado cair, em cima de um pé, uma daquelas bolas mal encaradas (na altura eram todas pretas!) com buracos para meter os dedos! Sempre pensei que aquela dos buracos para os dedos poderia ser uma boa ideia para outro tipo de bolas. Mas... deixa para lá... Foi no “Bowling” do Hotel Estoril Sol.



Finalmente...

Ontem, a falta de visão e (ou) o sono que me atacava, pregaram-ma certamente uma partida pois, num filme que passava na TV pareceu-me ter visto umas bolas… ou umas “meias-bolas”…???


Quem comigo partilhava o “voyeurismo” disse-me serem de silicone!(?)






No tempo, em que aquelas bolas me ocupavam simultaneamente ambas as mãos, o material de que eram feitas era bem diferente!

Agora são de silicone???


cNeves