quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

(69) PARA OS MEUS AMIGOS “DO FADO” com VOTOS DE BOAS FESTAS


Como todos sabem, entrei numa tertúlia de fado já lá vai um pouco mais de um ano, pela nossa amiga e fadista Luciana Pitta, a qual me adoptou como “afilhado”, o que me lisonjeia.

Não tendo sido muitas as minhas aparições em público, já conto com alguns amigos e amigas resultantes da boa camaradagem e da compreensão que têm sido rotina em todos os nossos encontros.

Para a “tertúlia” e amigos que me acompanham, resolvi emitir um calendário, que abaixo reproduzo, no qual, para além do interesse genérico de que se reveste aquele tipo de informação temporal, incluí algumas figuras do fado, aos quais agradeço a honra de me aceitarem, como participante nos vários locais onde têm actuado.

Por falta de espaço e também de algumas fotos, vi-me obrigado a colocar na composição apenas aqueles que têm sido mais presentes.

Não aparecendo, mas fazendo parte das minhas gratas recordações estão ainda fadistas e instrumentistas, tais como Gustavo Pinto Basto, Maria Olga, Madalena Pereira, Nuno Aguiar, Tony Quintela, Carlos Campos, Carlos Farropas, Manuel Gomes, Fernando Gomes etc.. Para aqueles que involuntariamente ficam omissos, o meu pedido de perdão.

Aproveito a oportunidade para referir o amável acolhimento das várias “casas” por onde passei, como “fadista”, recordando também os seus atenciosos serviços o bom ambiente e qualidade.

Assim, para a Qtª de Stª Maria (Várzea de Sintra), para a “Tasca da Maria Pita, 
 Casa do Lago (Manique), Tasquinha do Luís (Cascais), O Restaurante Impar (Loures) e para “O Barco do Fado”, o meu muito obrigado.

BOAS FESTAS para todos, um Feliz Natal, boas saídas de 2014 e melhores entradas em 2015.


Cândido Neves


domingo, 14 de setembro de 2014

(68) MINHA BARRIGA É BOLA DE PILATES?

O Gaspar, o felino mais novo do nosso pequeno “zoo” está cada vez pior.


Exige o melhor da minha (nossa) paciência.   

Uma das suas descobertas foi a minha maravilhosa barriguinha. 

Ontem, a Manuela, conseguiu captar AQUI mais uma das incursões do Gaspar no meu corpinho.
Não só na disciplina de "Pilates", utilizando os meus redondos (!) abdominais (?) como sendo a correspondente bola, ou ainda ensaiando uma sessão de massagem na referida adiposidade. 

Como cobaia, não me mostrei muito colaborante pois estava tentando visionar o que foi mais uma derrota do Real Madrd. A propósito! Apesar da dificuldade em me concentrar nas imagens e da opinião tantas vezes repetida pelos comentadores, cá para mim, o CR7 não estará a 100%. Digo eu...

Quem anda a 200 é o Gaspar!|

NOTA:A minha reduzida barriguinha, só parece (!!!) demasiado dilatada pela posição em que me encontro. Fim de papo!



BOM DOMINGO

domingo, 22 de junho de 2014

(67) A FOTO, DO NÚCLEO DOS Ex-BBIs, QUE EU DESCONHECIA



DEZEMBRO 1983 ?


Ainda hoje agradeço aos colegas Conceição Galamba e João Grilo, aquela noite memorável.

Lamento não me recordar do terceiro elemento da Comissão, naquele ano responsável pelo jantar de Natal de todos os trabalhadores da Depª do C. do Sodré.

Na foto em realce - cuja existência eu desconhecia e que muito agradeço à colega Maria Júlia Silva pela oportunidade de me trazer à memória momentos gratos  - é-me dado recordar a equipa da Depª. do C. do Sodré.

Ou melhor, naquele preciso momento estavam "Os Duques da Terceira", num eléctrico, creio que em 1983, viajando pela rota turística de Lisboa, antes de um jantar num restaurante cujo nome se não me falha a memória foi "O 31 da Armada?". Depois de comidos e bebidos, creio que fomos para uma noite de fados. Quem se lembrar de todos os pormenores, agradeço me corrija.

"Os Duques da Terceira" Grupo Gastronómico/Vinícola, composto por todo o quadro do Balcão, fora  fundado em  1977 ano em que cheguei àquele Balcão, transferido da Estrela  onde iniciara idêntica "tertúlia".

Todos os anos, em Janeiro, eram eleitos democraticamente 3 elementos que, "democraticamente ficavam obrigados" a aceitar o resultado da eleição e bem assim, a incumbência de, mensalmente receberem a quota de um valor previamente estabelecido em Assembleia Geral (em Janeiro!) mas principalmente de organizarem um jantar/convívio de Natal - em Dezembro!!! -  numa sexta feira, dia de trabalho normal. Obviamente após o encerramento do estabelecimento...

A comissão eleita depois de consulta escrita a todos os "cooperantes" designava a data do convívio, tinha "carta branca" na gestão dos fundos  e ainda podia manter em rigoroso sigilo qual o destino, local forma conteúdo, etc. até ao inicio do mesmo.

Como referi no início, a Conceição Galamba, o João Grilo e um terceiro colega foram, em boa hora, eleitos. E foi total a surpresa quando nos encaminharam para o eléctrico que nos aguardava na Praça do Duque de Terceira, por volta das 19:30.

Eles surgiram vestidos a preceito. Ela de avental ("barwoman') ele de casaco e lacinho (" barman") pois deram a seu cargo a recepção aos "passageiros" servindo bebidas de um bar que improvisaram na plataforma traseira do carro.

Os jantares de Natal de "Os Duques da Terceira" ficaram famosos pela imaginação das várias comissões que os organizaram ao longo de vários e consecutivos anos.

Recordo finalmente e com saudade, o Siciliani Nogueira que adaptou os "Estatutos" que eu trouxera da Estrêla, à realidade daquele Balcão, o mais "suigeneris" de todos onde tive o prazer de trabalhar.

Nota: No ano em questão, estava Gerente do C. do Sodré o meu amigo de mais de 40 anos, Sousa Reis. Eu passara para a Depª da AV. dos Estados Unidos. 
Colegas que, após abandonarem o Balcão do C. do Sodré, mostrassem ser de sua vontade, manterem-se "cooperantes", continuariam a pagar as quotas dando-lhs direito a estar presentes no jantar de Natal.  
Claro que me mantive "Duque da Terceira", até porque pai da criança... até à extinção do Grupo.

cNeves

06/2014

terça-feira, 17 de junho de 2014

(66) O MEU DIA DE PRAIA IDEAL - SEM SOL!!!




Ontem, em boa hora, tomei a decisão de ir até à praia.

Cheguei às 10 e meia da manhã.

 Calor! Sol! Manhã de luz forte. Temperatura elevada.

Debaixo do "palhinhas" estava abafado. Foi altura de lamentar ter ido até aquele forno.

Resolvi deixar o jornal  já devorado, sobre a espreguiçadeira e aventurei-me numa pequena caminhada pela água até ao final do areal.  Coisa pouca, mesmo contando com o regresso. Para aí uns 500 metros.

Dou-me pessimamente com o calor...

De Inverno, a minha roupa da cintura para cima, raramente vai além da t-shirt de meia manga.

Finalmente, cerca das 14 horas, subitamente...

...o paraíso!

Sem aviso prévio, o nevoeiro cai sobre a praia. E simultaneamente cai a temperatura ambiente, amenizada ainda por uma leve aragem.

Sinto-me no meu "habitat".

Pego na máquina e colho alguns instantâneos e o vídeo que pode ser visionado AQUI.

A seguir, retiro o livro da mochila e abandono-me à sua leitura, 






ao mesmo tempo que bebo uma fresca cerveja a acompanhar a mastigação de uma sandwich que trouxe de casa. 

Tempos de crise!

E até às 15 e 30 desfrutei do meu dia ideal de praia.

A volta a casa teve lugar, Ó deuses que me protegem, exactamente quando o nevoeiro começou a dissipar-se, ameaçando o retorno do calor.


Safei-me!

17 de Junho de 2014

domingo, 8 de junho de 2014

(65) AOS 72 ANOS DEI EM FADISTA???








Já tenho idade para ter juízo, mas...

... quem tem a culpa é a minha “madrinha”, a fadista LUCIANA PITTA.

Em finais 2013, convidado por um casal amigo, fui jantar e ouvir uns fados..

Como sempre, arranhei  uns refrãos, e não me fiz rogado a alinhar com os fadistas, naquelas  estrofes em que o publico é “convidado” a comparticipar.

De repente, a meu lado, a Luciana Pitta, que organizara aquela sessão de fados, desafia-me:

- Ora bem! Depois do que lhe ouvi trautear, levante-se e venha cá cantar um fadinho, como deve ser cantado. E não diga que não!

Surpreso vi-me pressionado por outras pessoas presentes para que aceitasse o desafio. Recusei por duas razões que me pareceram óbvias. 
Primeira, eu nunca cantara um fado e segunda, nem sequer sabia de cor qualquer letra… completa!

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Nasci e vivi 28 anos no Bairro de Alfama que, como todo o mundo sabe ainda é, talvez, o mais castiço da cidade de Lisboa. Para mim, não existem quaisquer dúvidas que o é!

Sendo um Bairro ligado ao fado, com numerosas casas onde era cantada aquela expressão artística tão Portuguesa, agora Mundialmente reconhecida, talvez pareça óbvio pensar que, dadas as minhas origens, eu deveria ser, desde o berço, um apaixonado pelo fado. No mínimo, interessado por ele.
Puro engano. 
Detestei o fado até início dos meus trinta anos de existência.

Em Lisboa, as turísticas casas de fado jamais me entusiasmaram, nas reduzidas vezes que por elas passei. 

Lembro-me da Adega Machado onde estive uma vez. 

Esporadicamente frequentei o Senhor Vinho, no sítio onde nasceu, na Rua das Praças, e também a “A Casa da Cesária” em Alcântara que, na altura, não tinham sido ainda locais de roteiro turístico. 

Estranhamente, só após sair dos becos de Alfama e da minha cidade berço, é que comecei a “ouvir” fado. 

Precisamente quando fui viver para a “cosmopolita” linha do Estoril.
Na altura ainda não existia o Forte D. Rodrigo (abriu no inicio dos anos 80) em Birre, e o Manuel de Almeida estava ainda longe de cantar num espaço situado na Estrada da Torre, perto da Guia, em Cascais. Naquela cidade existiam várias casas onde se cantava o fado. 

As mais conhecidas, eram, uma ao lado do Cinema S. José (não recordo o nome) e a outra o célebre Kopus Bar.

No Estoril, junto à estação de caminhos-de-ferro, pontificava o Galito, passagem obrigatória em noitadas de fado e onde começaram alguns dos amadores que futuramente se tornaram expoentes do fado.

Desencaminhado por alguns amigos, comecei a frequentar aqueles locais, onde me senti tocado pelas interpretações de grandes vozes, e pelos sons magistralmente arrancados às guitarras e às violas. 

Aliás, aquele último dos instrumentos musicais sempre me interessara. 

Minha companheira, há muito abandonada, a viola acompanhou-me durante dois anos, em Timor, onde ”, em vários espectáculos no Sporting Club de Timor e no Sport Dili e Benfica, fui tentado interpretar canções do Cliff Richard, dos Beatles e do Ricky Nelson, entremeadas por algumas brasileiradas e principalmente por canções do “country estaduniense”

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.No que respeitava ao fado, jamais o tinha cantado e até consegui “safar-me” de o fazer, naquela noite referida no início deste meu escrito. 
Porém dada a insistência, na altura, cometi o erro de prometer que em próxima oportunidade iria tentar cantar um ou dois fados, desde que me dessem “espaço” para escolher aqueles que, em meu parecer, a minha voz mais se adequasse. 
AH! E precisava de tempo, muito(!)… para decorar os versos. E seriam certamente uns fados… “curtinhos”.

Quando pensava que o assunto já teria caído no esquecimento, eis senão quando, passadas três semanas, sou “convocado”, pela senhora Luciana Pitta, para uma sessão de fados com a ordem expressa de não poder fugir de cantar. 

Ainda não sei quem foi o (a) amigo(a) (?) que passou o meu endereço electrónico.

Mais uma vez apanhado de surpresa, fazendo das tripas coração para não ser deselegante, e com total falta de vergonha, apesar do receio de meter água, não tive outra alternativa senão a de ceder à pressão. 

E assim, com 72 anos, tive a minha primeira vez …
...como fadista. 

Fui lançado às feras, num restaurante na Várzea de Sintra, logo após o jantar.

Depois de confessar aos guitarristas, não saber o meu “tom”, lá consegui cantar os “meus” fados. Fi-lo, já no final da 1ª parte e após terem cantado fadistas, a sério, cujas interpretações me deram vontade de simular uma repentina “afonia”, receoso de, logo que abrisse a boca, vir a provocar a debandada geral e o inevitável processo, com indemnização, movido pelo restaurante.

E pronto, parece que me consegui desenrascar, frente àqueles conhecedores do fado, acompanhado por uns simpáticos e jovens guitarristas, que fizeram os impossíveis por suportar a minha falta de “calo”  descobrindo o meu tom”! 

Foi com humildade e reconhecimento que lhes agradeci, pois conseguiram amparar-me – bem como grande parte da plateia – enquanto debitava os versos da “ Canoas do Tejo” e da “Menina das Tranças Pretas”.

No final, ainda atordoado, ouvi de todos os presentes, simpáticos e cheios de boa vontade uma calorosa salva de palmas. E até me pareceu que pediram … mais um!
Pois!
Mas o que eu queria era saltar para a mesa onde os meus amigos (e a minha Manuela) gozavam que nem benfiquistas em véspera de final de Taça Europeia. Mas eu sentia-me como se a final me tivesse fugido antecipadamente.

Passados dois meses, nova experiência! 

Sempre pressionado por aquela que considero a minha madrinha para o fado e pelos meus amigos íntimos (para que preciso eu de inimigos?!) estive presente noutra sessão de fados, daquela vez, em Manique.

Nem dá para contar com minúcia! Bom... só para quem lá esteve!!! 

Foi inenarrável!!!

Dei a “barraca” do século, ao fazer naufragar “Canoas do Tejo”. 


Tive, como se usa dizer… uma “branca”. 

Cá para mim foi mais uma “negra”!

Nem via nada à minha frente! 

Aos guitarristas, com toda a assistência fazendo de “ponto”, ao qual permaneci totalmente surdo, coube a tarefa hercúlea e ineficaz de tentar minimizar os estragos. 

Para eles (todos) vai o meu apreço com a dificuldade em entender porque não me correram dali a pontapé.
Uma vez mais o meu agradecimento pela paciência que demonstraram.

Entretanto, com a Canoa no estaleiro e para não sair sem abrir a boca, cantei outra vez a Menina das Tranças Pretas pois não me tinham dado tempo suficiente, para decorar outro fado. 

A Menina em causa saiu(me) ilesa dum assassinato que se anunciava, pelo que mais uma vez, a plateia condescendente, me despediu com uma salva de palmas generosamente longa e que tomei como um incentivo para “batalhas” futuras.

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A minha última aparição, recorrendo à última réstia de coragem, após 4 meses de interregno, foi em Maio passado, regressando ao local do naufrágio da Canoa, em Manique, onde, desta vez, após ter decorado antecipadamente um outro fado (com muito esforço),apresentei-me ao público presente com o conhecido  “Zé Cacilheiro”,  para além dos meus dois… do costume. 

Pensei em cantar apenas os dois, mas a pedido, lá esgotei o meu reportório.

Não fiquei totalmente satisfeito com as minhas três interpretações. 

Mas consegui, finalmente levar a bom porto a “Canoas do Tejo”. 

As violetas da Menina da Tranças Preta não murcharam e o Cacilheiro manteve-se à tona de água conforme talvez consigam constatar, AQUI!

No final, ao levantar da tenda fui muito elogiado, confirmando-se assim a boa vontade de todos os presentes.

Como resultado, novo desafio para, no mínimo reaparecer com uma “carteira” de 6 (seis!!) fados, para a próxima noitada fadista. 

Para já e no sentido de dar satisfação ao “pedido” comecei a “trabalhar” o Amor É Louco que o Carlos Ramos tão bem cantava.

Madrinha!

Considere-me grato pela paciência que tem tido comigo, pelo incentivo e creia que tem sido um grande prazer e uma mais valia ter-vos conhecido. A si e ao António.

C Neves


segunda-feira, 14 de abril de 2014

(64) - O 1º ALMOÇO DOS FUNCIONÁRIOS "EX-BBI" 25maio2002


Em 2002, um grupo de ex-funcionários do BBI, no qual se incluía o signatário, resolveram realizar um almoço/convívio, aberto a todos os colegas que se encontrassem em situação semelhante e ainda extensivo aos que ainda se mantinham no “activo”.
Inicialmente a ideia foi bem acolhida por aqueles últimos. Porém, à última hora, a maioria desistiu tendo comparecido um número bem reduzido gorando as expectativas dos organizadores do “evento”, que, não desistindo, avançaram com o projecto.
Assim, foi a 25 de Maio de 2002 que, cremos, teve lugar o 1º almoço de Funcionários do Ex-BBI, no Restaurante Típico Acordeón.
Algumas fotos, editadas em vídeo, podem ser visionadas AQUI





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Há poucos meses, por iniciativa de um pequeno grupo de “ex-BBIs”  foi “aberta”,  na rede social Facebok esta página, em Grupo Fechado, que tomou o nome de “Núcleo dos ExBBI”. 
Rapidamente atingiu um elevado número de aderentes (“amigos”) permitndo, em Março passado, a concretização de um muito concorrido Almoço/Convívio, no qual tive o prazer se estar presente, e que deu sinais promissores de êxito em futuras iniciativas.

cNeves 04/2014
BOM DIA

domingo, 13 de abril de 2014

(63) - FURTOU-ME A CARTEIRA… MAS PEDIU DESCULPA



1981


Desculpa-me Pá
Mas fazeme Arranjo
Obrigado Candido
Tem cuidado
Boa Sorte Para O Estoril
Obrigada




Por descuido, ao abandonar a viatura, a minha carteira ficou no banco do “pendura” onde a deixara após pagar o estacionamento, num parque da Baixa lisboeta. Daqueles onde se pagava sentado, mesmo junto à caixa.
Ao chegar ao local de destino, abandonei o carro, sem recolher a carteira. 
Horas depois, dei por falta dela e tive a desagradável surpresa de não a encontrar onde a 
deixara.
Após aproximadamente 4 dias, já com os cartões de débito e crédito cancelados e preparado para a substituição dos de identificação - e não só - recebi da esquadra da PSP, em Arroios, um telefonema informando que tinham a dita carteira na secção de “Perdidos e Achados” (?).
Quando a levantei ao balcão daquela instituição,  foi-me entregue com um postal ilustrado dos CTT, a ela preso por um elástico.
A minha surpresa foi partilhada pelos circunstantes, pois não me contive e li, em voz alta, a “mensagem” que o amigo do alheio me deixara escrita no postal.
O recente e inesperado correspondente, depois de vasculhar o recheio da carteira, limitou-se a ficar com o numerário e enfiou-a num marco do correio, não sem antes e  por escrito, desabafar os seus sentimentos.
Entre os cartões e toda a trapalhada que usualmente enchem as carteiras, estava o cartão de sócio do Estoril, zona onde eu residia.
Os votos de boa sorte do meu incógnito, então já “amigo”, para o clube da linha foram de bom augúrio, pois o Estoril, naquele ano destinado a descer à 2ª Divisão, safou-se por uma unha negra da queda que parecia inevitável.
De bem comigo, já que justificado o furto pela confissão de necessidade, aceitei as desculpas, acolhi o sensato conselho e passei a ter mais cuidado com a carteira.
Amigo! Pá! Estás desculpado!

NOTA: Passados 23 anos, encontrei o Postal que julgava perdido, muito danificado. Tive um trabalhão para o “limpar” para que a mensagem pudesse ser melhor lida.

Abaixo, o estado actual do Postal.






cNeves 04/2014