sábado, 30 de abril de 2011

(41) CONFRARIA ENTRA NO SEU 11º ANO DE EXISTÊNCIA

No início do ano de 2000 alguns amigos e colegas bancários na situação de reforma, entre os quais o autor destas linhas, após uma almoçarada onde matavam saudades, tiveram a ideia de dar continuidade àquele encontro fortuito.

Interessados em alargar o número de presentes a outros amigos também reformados, deitámos mãos à obra e, vá lá saber-se o porquê do nome, criámos a “ Confraria” organização que tomaria a seu cargo a elaboração das normas que estabeleceriam as condições de acesso aos futuros interessados. Foram nomeados e tomaram posse os “confrades” eleitos para os diversos órgãos previstos nas Normas.



Nasceu assim a “CONFRARIA DOS 60s”, com Acta nº 1 datada de 17 de Fevereiro de 2000 ano e a primeira “reunião abrangente” à mesa do Restaurante “Gaúcha” no mês de Abril.

Inicialmente o nome incluía as iniciais do estabelecimento onde os fundadores da Confraria tinham entrado para os quadros de pessoal durante a década de sessenta (daí os 60s). Receio que a “marca” pudesse vir a criar problemas, em reunião Geral foi decidido alterar o nome para a actual denominação.

Os encontros “gastronómicos” ficaram marcados para a última quinta-feira de cada mês e sempre no mesmo local, com excepção para os meses de férias (reformados gozam férias…?) e também nos meses em que eventualmente houvesse lugar a convívios chamados de …“fora de portas”.Miragaia (Lourinhã e o seu Museu “Dinossáuri…co”...), Almeirim (Santarém, com visita a uma unidade Industrial), Minas do Lousal (Grândola), Filhós (Alcanena), Crato (Portalegre), Alcácer do Sal (com passeio fluvial no Sado) Alpiarça (Casa dos Patudos) e Mafra (Mosteiro e Tapada) foram alguns dos convívios que tiveram lugar nestes anos de existência da Confraria dos 60s.

A “Confraria” publicou durante alguns meses um “Jornal” (O Confrade) que se iniciou em “papel”



e posteriormente foi criada a versão em “ Power Point”.



Presentemente possui uma caixa de correio electrónico,
um blog:
(http://confrariados60s.blogspot)
e um álbum na “Net”:
(http://picasaweb.google.pt/confrariados60s)

estas duas últimas "internéticas" iniciativas, passe a imodéstia, foram criadas e alimentadas até ao ano passado pelo confrade, curioso e amadoríssimo informático, que assina estas linhas.

Neste mês de Abril a “Confraria” completou 11 anos.

O almoço (que desde há dois anos tem lugar no Café Império em Lisboa) na continuidade da tradição foi “abrilhantado” com o bolo de aniversário, artisticamente confeccionado com o correspondente logotipo e o “incontornável” espumante.

Como habitual recolhi algumas imagens em fotos e em vídeo, que enviei ao Directório da Confraria não conseguindo resistir em publicá-las neste meu Blog.

Espero que para o ano, se celebre a dúzia de anos de existência desta “Confraria” à qual todos devemos a manutenção destas jornadas de saudade, convívio e afirmação de amizade.


quinta-feira, 28 de abril de 2011

(40) 1973 / 2011 - MEMÓRIAS DE UM BANCÁRIO/”MODELO PUBLICITÁRIO”

PREÂMBULO


Esta “evocação” surge na sequência de vários telefonemas de amigos que na passada semana me informaram – estava eu fora de Lisboa em local longe da civilização - que uma foto minha fora publicada na pág. 13 do Diário de Notícias, na edição de Domingo de Páscoa.

Antes porém, tenho de fazer duas referências ao texto publicado pela jornalista MARIA DE LURDES VALE que cumprimento, sendo a primeira para informar que o Balcão da Estrela tinha sido inaugurado, pelo menos em 1966. Assim, não “dei a cara” por um novo balcão, pois aquele já existia pelo menos há oito anos. A propósito da minha cara e segue como prometi a segunda referência ao seu artigo, para deixar expresso o meu agradecimento pelo simpático adjectivo com que me premiou mas que me desperta alguma melancolia, passados que são 37 anos desde que fui alvo da objectiva do fotógrafo. E ele era muito artista e certamente já utilizava o “photoshop”.
Já de seguida a digitalização do artigo em questão


(D.N. 24/4/2011)



Creio que em meados de 1973 o Banco Borges & Irmão lançou uma campanha publicitária tendo como alvo os seus balcões abertos ao público.
Como título, a frase forte para despertar a atenção era: BOM DIA… (…nome do Balcão)!
Um fotógrafo e um entrevistador percorreram as dependências do Banco, recolhendo imagens do Gerente de cada uma delas ou nalguns casos uma foto da totalidade do correspondente quadro de pessoal.
A entrevista efectuada ao Gerente do Balcão tinha como objectivo saber qual o seu principal “hobby”.
Aquele item iniciava a apresentação escrita no anúncio talvez para assegurar que o referido profissional era mesmo uma pessoa normal e que um qualquer cliente poderia nele encontrar a sua alma gémea.
De seguida, o texto entrava no âmbito profissional do responsável do Balcão, realçando a sua total disponibilidade e aptidões para o bom desempenho da actividade, culminando na promessa de ele encontrar a solução para qualquer problema que lhe fosse apresentado.
Depois era encenada uma foto, de frente, do dito responsável em pleno ato de conversar/negociar com um “cliente” que se sentava estrategicamente de costas para a objectiva. No lugar do “cliente” era colocado um colega trabalhador no Balcão.
Finalmente, o processo terminava com uma outra foto que serviria de fundo ao anúncio (de página inteira!) e que mostrava o responsável bancário em pleno gozo da sua preferida actividade particular com a qual seria suposto preencher as (poucas) horas vagas.
Tenho a lembrança, de entre outros, de dois colegas que “posaram”: um a admirar a sua coleção de moedas (numismática era a sua paixão) outro de taco da mão debruçando-se compenetrado sobre uma mesa de bilhar.
Recordo uma que mostrava apenas o exterior do Balcão antigo na “Estefânia” e outra cujo tema era a foto de toda a equipa que na altura trabalhava em “Benfica”.
O subscritor destas memórias aparecia de fatinho completo com colete, no “decor” do Jardim da Estrela, máquina de filmar em punho fingindo estar a utilizá-la e o anúncio foi publicado ao longo de Abril de 1974, sendo o último no semanário Expresso, mesmo em cima do dia 25.
Todos os anúncios foram publicados em tudo quanto era jornais diários (“Diário de Notícias”, “O Século”, “O Diário Popular” propriedade do BBI, o “Diário de Lisboa”, a República”, etc.), semanários (“Expresso”), revistas (lembram-se de “A Plateia” “O Século Ilustrado”, “A Flama”? e até nas “Selecções do Readers Digest”.
Em termos pessoais foram várias as reacções de que fui alvo por via daquela minha passagem pela área da “publicidade” à qual aderi de livre vontade. Ou seja, a “exposição” teve o seu preço.
Assim, fui alvo de inúmeros telefonemas de incógnitos(as) que propositadamente levavam ao exagero e em sentido demasiado lato o anúncio das minhas possibilidades. Gozando com a situação (comigo!) pretendiam que eu lhes resolvesse toda a espécie de problemas que diziam afligi-los(as) não aceitando uma negativa face ao prometido na publicidade. Ainda através de telefonemas anónimos do interior do próprio Banco e a seguir ao 25 de Abril tentaram, sem êxito, incomodar-me chamando-me de “lacaio do capital” por ter aderido de livre vontade à iniciativa em questão.


Nem um dos telefonemas foi feito de particular e todos os valentes “caixas de ressonância” recebiam o ordenado do mesmo patrão que pagava o meu.
Eu poderia ter-me negado à tarefa pois a negativa até teria sido aceite pois um dos meus colegas, a seu pedido, não foi fotografado e o Balcão respectivo foi retratado pelo exterior.
Mas o que é que queriam? Eu na altura era um vaidoso - a jornalista do DN no artigo referido no início deste escrito é certamente a última das minhas admiradoras – e portanto não perderia fosse porque razão, a oportunidade de divulgar o meu perfil por todo o Portugal e arredores.
A equipa que me fotografou posteriormente ofereceu-me dois “posters” que emoldurei, para recordar o “espetáculo” da interminável sessão fotográfica, a meio da manhã de um dia de sol, no Jardim da Estrela fingindo de cineasta com os “mirones” do costume à nossa volta.

NOTA: Não recebi qualquer “cachet”. Se fosse agora… exigia um superior ao da Merche!!!

PS: O D.N. também não me pagou e nem me pediu autorização. Terão pensado que eu já não andava por cá, tão “estressante” é a vida de Gerente bancário e tão pouco o seu tempo disponível para os “hobbies” !

segunda-feira, 18 de abril de 2011

(39) FUI ABRAÇAR OUTRO RECÉM REFORMADO

Em finais do mês de Março passado recebi um telefonema do meu amigo e colega Castanheira dando conhecimento de ter sido finalmente aceite o seu pedido de reforma.

Cheio de pressa em voltar à sua terra natal e nela assentar arraiais tratando das suas terras, convidou-me para uns momentos de cavaqueira e de recordações dos tempos em que trabalhámos juntos, antes da partida que teria lugar no último dia do mês referido.

Passámos largos minutos, bebida a inevitável bica, evocámos o passado falámos do presente e no seu novo futuro e despedimo-nos com um abraço e a promessa de nos revermos quando ele resolvesse dar um “salto” à Capital.

Já relativamente afastado do local, sou surpreendido por uma colega que me seguira para, em privado e sem levantar suspeitas ao homenageado, me questionar sobre o meu interesse na eventual presença no jantar surpresa que os colegas do local de trabalho estavam a organizar como despedida e homenagem ao seu colega e gerente bancário Castanheira. Entre amigos, colegas actuais (e passados…) colaboradores directos e superiores hierárquicos, já mais de 50 presenças estavam confirmadas.

Claro que aceitei agradecendo o convite.

E num “Grill” no Parque das Nações, naquele ainda recente 1º de Abril lá estive presente para dar mais um abraço ao Castanheira e testemunhar a sua surpreendida expressão ao entrar, a sua indisfarçável emoção perante uma estrondosa e demorada salva de palmas de boas vindas - ele que até ao momento desconhecia o que o esperava graças à cumplicidade de sua filha com os organizadores da “festa”.

Despedi-me dele cedo (eu ainda tinha o meu estômago às voltas com o cozido que fora o prato de um almoço “fora de portas”) desejando-lhe uma longa vida, com muita saúde que lhe permita gozar em pleno a companhia da família e dos amigos e os bons ares de uma atmosfera isenta de poluição que o espera lá para o centro do País.

Fico à espera da sua próxima vinda a Lisboa… para mais um abraço!

Entretanto aqui fica, para recordar, uma reduzida mostra de imagens que recolhi na ocasião.

Reformado s.m. = EMPRESÁRIO NA ÁREA DO LAZER… (por que não, se estamos inundados de empresárias(os) “ocupação” de quase todos os “famosos(as)?!!).





terça-feira, 12 de abril de 2011

(38) PT (Personnal Trainer) PRECISA-SE!

PT (Personnal Trainer) PRECISA-SE!



Já por diversas vezes estive no Club L um Health Club, utilíssimo e extremamente bem equipado situado nos arredores de Lisboa (Porto Salvo).

É naquele espaço espectacular, em edifício próprio rodeado de água que minha mulher, por imperativos de saúde tem vindo a “tratar” do corpo e do espírito aproveitando um “parque de máquinas de ginásio" da última geração, SPA, hidro-massagem, piscina, sauna, banho turco, "pilates lounge" etc., etc..

O ambiente que rodeia o edifício é espectacular. Vegetação, água caindo de cascatas que alimentam caudais bordejando caminhos especialmente preparados para caminhadas.




Quando o tempo o permite e para os que preferem a Natureza, é ao ar livre que parte dos exercícios têm lugar - VIDÈ VIDEO MAIS ABAIXO!

Para mim o “must” é a esplanada. Repousante, refrescante, permite desfrutar do relaxante som da água ao sair dos repuxos.





É ali que eu cumpro o meu plano particular de treino, fazendo “pesos” com “minis” - as garrafas médias obrigam a um esforço maior...

Solitário, lá vou tentando fazer o melhor que posso e sei. Posição da coluna bem erecta, força q.b. dos músculos da mão, dedos em posição rodeando a


vasilha…
E agora… começar! Movimento elevatório do braço (tenho o cuidado de alternar o esquerdo com o direito) aproximação do gargalo à boca, paragem de respiração… 1, 2, 3…, inclinação do pescoço à retaguarda para “escorropichar” o líquido até à ultima gota …1…2…, não respira…, não respira… e a terminar….descer o braço, para a posição relaxante sobre a mesa… e …4...e…5..e…6… garrafa na mesa… expirar… !
(O arroto é absolutamente dispensávell!!! – naquele ambiente não fica bem. Altera o belo e suave murmúrio da água corrente, dos passarinhos…).

E não é que aqui, não se consegue contratar um(a) PT para me auxiliar no exercício!?!?!?




segunda-feira, 11 de abril de 2011

(37) À ATENÇÃO DA A.S.A.E.?

Na passada semana acompanhei, numa Junta de Freguesia nos arredores de Lisboa, a burocrata tarefa de alterar o registo de “chip” “canino”. Enquanto a futura dona do canídeo, encostada ao balcão, dialogava com a funcionária que a atendia, entretive-me a ler uns tantos EDITAIS afixados num apropriado painel de cortiça. A minha atenção foi despertada pelo texto de um deles, que abaixo reproduzo. Nele é citado um arguido para proceder ao levantamento, como legítimo proprietário, de uma série de artigos alimentares que se encontram à guarda do Tribunal. Terá de cumprir a ordem dentro de um prazo de 120 dias (foi o que eu percebi…) a contar da data dos éditos. Se o senhor não se apresentar findo o prazo indicado, os artigos passado UM ANO serão considerados “perdidos a favor do Estado” . Pergunto-me! E se o Estado tiver que ficar com os “perdidos”? Mesmo não se sabendo a data a partir da qual os produtos têm permanecido nos armazéns do Tribunal, pergunto-me mais uma vez: ao fim de um ano, a contar de 4 de Abril corrente como estará o arroz? Principalmente o da embalagem já aberta? Quanto gorgulho? E o vinhito Casal Garcia? Em que estado se apresentará a rolha? Ainda restará liquido? O Licor Beirão, agora tão em moda talvez escape. E o cabaz de Natal? Que produtos contem? Abacaxi ou ananás? Queijo da serra ou queijo castelões? Presunto? Alheira? (só o cheiro deverá ser de caír para o lado!) Nozes ou pinhões? Ginginha ou whisky? De 1, 8, 12 ou 20 anos? Conservas?… apresentar-se-ão opadas? O azeite apesar de boa marca não estará rançoso? O vinho do Porto virará jeropiga? Atenção! A A.S.A.E. deverá pôr-se em campo e de imediato iniciar apertada vigilância sobre o material . É que, revertendo para o Estado cumpridos os prazos legais, é provável e até será lógico (digo eu…) que sejam enviados para a cantina da Assembleia da República!

E diarreia… já lá existe de sobra!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

(36) GERAÇÃO À RASCA FOI A NOSSA!

(Texto que me chegou por e-mail, sem identificção do autor)


Geração à rasca foi a minha!

Foi uma Geração que viveu num país vazio de gente por causa da emigração e da guerra colonial, onde era proibido ser diferente, pensar que todos deveriam ter acesso à saúde, ao ensino e à segurança social.


Uma Geração de opiniões censuradas a lápis azul.

De mulheres com poucos direitos, mas de homens cheios deles. De grávidas sem assistência e de crianças analfabetas. A mortalidade infantil era de 44,9%. Hoje é de 3,6%. Que viveu numa terra em que o casamento era para toda a vida, o divórcio proibido, as uniões de facto eram pecado e filhos sem casar uma desonra. Hoje, o conceito de família mudou. Há casados, recasados, em união de facto, casais homossexuais, monoparentais, sem filhos por opção, mães solteiras porque sim, pais biológicos, etc. A mulher era, perante a lei, inferior. A sociedade subjugava-a ao marido, o chefe de família, que tinha o direito de não autorizar a sua saída do país ou de até lhe ler a correspondência. Os televisores LED, ou a 3 dimensões eram uns...

...caixotes a preto e branco...
onde se colocava à frente do ecrã um filtro colorido, mas apenas se conseguia transformar os locutores em ET's desfocados. Na rádio ouviam-se apenas 3 estações - a oficial Emissora Nacional, a católica Rádio Renascença e o inovador Rádio Clube Português. Não tínhamos então os Gato Fedorento, mas dava-nos imenso gozo...
...ouvir Os Parodiantes de Lisboa,...
... ou a Voz dos Ridículos.
As Raves da época eram as festas de garagem, onde de ouvia música de vinil e se fumava liamba das colónias. Nada de Bares ou Danceterias. As Docas eram para estivadores, e O Jamaica do Cais do Sodré para marujos. A "Night" era para os boémios. Éramos a geração das tascas, das casas de fado e das boites de fama duvidosa. Discotecas eram lojas que vendiam discos, como a...


...Valentim de Carvalho ...
...ou a Vadeca.
As Redes Sociais chamavam-se Aerogramas, cartas que a nossa juventude enviava lá da guerra aos pais, noivas, namoradas ou madrinhas de guerra. Agora vivem na Internet, ora alimentando números de socialização no Facebook, ora cultivando batatas no Farmville.
Os SMS e E-Mails cheios de k e vazios de assentos eram as nossas cartas e postais ou papelinhos contrabandeados nas aulas.
As viagens Low-Cost na nossa Geração eram feitas por via marítima. Quem não se lembra do Niassa, do Timor, do Quanza, do Índia entre outros, tenebrosos navios que, quando embarcávamos, só tínhamos uma certeza ...



- ...a viagem de ida, quer fosse para Angola, Moçambique ou Guiné.
Ginásios? Só nas colectividades. Os SPAS chamavam-se Termas e só serviam doentes. Coca-Cola e Pepsi? Eram proibidas. Bebia-se laranjada, gasosa ou pirolito. Na minha geração, dos jovens só se esperava que fossem para a tropa ou emigrassem.
Na minha Geração o país, tal como as fotografias, era a preto e branco.