segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

(23) DESTRUÍ TODAS AS FOTOS E TODOS OS ALBUNS - 5

PARTE V
(e última!)



Chegou a era da fotografia digital.

Segundo quem é suposto saber do assunto, as máquinas fotográficas digitais tornaram-se populares na década de 1990.

Em 1995 surge a primeira câmara digital a capturar imagens em movimento com som, além é claro, de imagens estáticas.

Em 1997 é colocada no mercado uma MP-EG1, que foi a primeira câmara digital a transferir para o computador vídeos no formato MPEG.

Neste mesmo ano, a Sony lançou a Cybershot.

Passámos então a premir desaustinadamente o botão de disparo das “compactas” e deixámos de frequentar com a assiduidade e os custos o balcão da loja especializada na revelação de rolos fotográficos. Uma despesa a menos...

Tirar quatro fotos ou quarenta é precisamente o mesmo: despesa idêntica.

Finalmente saltámos da (com a...) máquina para o computador, e cada um de nós transformou-se num técnico de fotografia para desespero dos profissionais da arte de fotografar.

Não só podemos revelar (imprimir…) as nossas próprias fotos (fica cartito!) como podemos escolher as que pretendemos ver em “suporte” papel .
Basta, como antigamente levá-las uma loja especializada mas agora comprimidas...

...numa “pen” ou num cartão de memória.

Transferidas as fotos para o computador podemos cortá-las, dar mais ou menos cor, definir a luminosidade, retirar imperfeições, juntar outras imagens enfim, tudo o que se quiser, ao sabor da imaginação de cada um.

Depois ainda podemos fazer apresentações com narração e fundo musical e gravá-las em CD’s ou DVD’s, passando a exibi-las no televisor ou LCD (ou Plasma…) na sala.

Antigamente, quando queríamos mostrar as fotos de qualquer evento aos nossos amigos, um deles sentava-se no sofá, colocava o álbum sobre as pernas e ia folheando-o, com mais um ou dois debruçado sobre o ombro e os que o ladeavam iam deitando uma olhadela.

Agora reúne-se na sala a família ou os amigos e apresentam-se as fotografias na TV (LCD ou Plasma) depois de se ligar um computador portátil ou um disco externo multimédia, ou a pen, ou um leitor de CD/DVD com as fotos devidamente classificadas à vontade do “editor”, em apresentações ou montadas em clip de vídeo, com narração e música. Quando se torna necessário, a tecla de pausa ou de “reverse” permite um olhar mais demorado à imagem. Se temos pressa, recorremos ao “fastforward”…

Foi assim que, descobertas todas as potencialidades do casamento máquina digital /computador resolvi dar uso (intensivo) ao meu “scanner” e, após alguns milhares de digitalizações,…



…coloquei o destruidor de papel a fazer horas extraordinárias…


… a mastigando todas as fotos e negativos. Depois agarrei-me ao computador, seleccionei-as, identifiquei-as para criar apresentações, escolhi uma músicas, uns separadores, criei um logótipo e gravei tudo em DVD´s mantendo os “masters” em disco externo.

O espaço (e o peso???) ocupado anteriormente pelos álbuns, ficou reduzido a uma dúzia de caixas de DVD’s e ao alcance de um clik quando as quero rever.
De vez em quando chateio uns amigos que me visitam, com uma sessão de fotos.

Haja paciência…









Na sequência destes escritos, que com este post chegam ao fim, irei criar uns álbuns no FaceBook (e no Picasa…) onde colocarei meia dúzias das fotos antigas que digitalizei.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

(22) DESTRUI TODAS AS FOTOS E OS ALBUNS - 4

PARTE I V
OS ALBUNS…



Em casa de meus pais existiam montes de fotos e álbuns.


Tudo veio mais tarde para a minha posse.

Os primeiros álbuns dos quais me lembro, obrigavam ao uso de cola.

Posteriormente apareceram os “cantos” que depois de lambidos no verso se fixavam no álbum e sujeitavam as fotos pelas suas extremidades.

Seguiram-se álbuns com folhas adesivas, de cartão, sobre as quais se colocavam as fotografias.

Mais recentemente os álbuns com folhas destacáveis onde as fotografias eram inseridas em carteiras de plástico transparente.


Eram variadíssimos os tamanhos disponíveis desde os utilizados para fotos tamanho postal até aos grandes formatos.

Álbuns com capas exclusivas para momentos “especiais”: para registar o casamento, para mais tarde recordar o bebé desde o seu nascimento até deixar de lado a chupeta. Um amigo meu andou a procurar um especialmente para registar os momentos do Divórcio. Não encontrou!


Mas, como todos sabem, os nossos primeiros Álbuns ainda serviram para albergar fotos.

Depois de uns tantos cheios, um último Álbum ficava ocupado até um terço, enquanto as fotos começavam a ganhar pó…,


… espalhadas por várias gavetas.



Foi assim em casa de meus pais foi assim na minha casa. Há por aí alguém diferente?
Não valem as excepções.