O meu querido e saudoso pai era um entusiástico adepto do futebol.
E era sócio de um clube de Lisboa.
De "Os Belenenses"!
E era sócio de um clube de Lisboa.
De "Os Belenenses"!
Não era um clube qualquer. Era de um clube Português que tinha um ESTÁDIO!!!
Aliás, naquela época, era o único clube Português que possuía um “ESTÁDIO”!
Foi ele que mo disse quando, pela sua mão, tinha eu menos de 8 anos, e já sócio do Clube, me levou até às Salésias.
E explicou: um ESTÁDIO era um recinto desportivo onde, para além do futebol, se poderia ainda praticar outras competições ao ar livre.
E apontava para a pista de atletismo que circundava o terreno de jogo. Não tendo sido ainda descoberto o “tartan”, o piso da dita pista era em cinza.
Por detrás de uma das balizas estava colocada a vala de água, que dificulta as corridas de obstáculos. A “caixa” para o salto em altura e as pistas de ataque ao salto em comprimento e triplo, como usual, estavam colocadas frente à bancada central!!!
Outro motivo de orgulho para a colectividade de Belém, era a bancada “coberta” que acompanhava a linha lateral no lado Sul. Única no País, resguardava os camarotes, os degraus da bancada Central, os lugares para a imprensa desportiva e ainda alguns sócios que pagavam o luxo (1).
Aliás, naquela época, era o único clube Português que possuía um “ESTÁDIO”!
Foi ele que mo disse quando, pela sua mão, tinha eu menos de 8 anos, e já sócio do Clube, me levou até às Salésias.
E apontava para a pista de atletismo que circundava o terreno de jogo. Não tendo sido ainda descoberto o “tartan”, o piso da dita pista era em cinza.
Por detrás de uma das balizas estava colocada a vala de água, que dificulta as corridas de obstáculos. A “caixa” para o salto em altura e as pistas de ataque ao salto em comprimento e triplo, como usual, estavam colocadas frente à bancada central!!!
Outro motivo de orgulho para a colectividade de Belém, era a bancada “coberta” que acompanhava a linha lateral no lado Sul. Única no País, resguardava os camarotes, os degraus da bancada Central, os lugares para a imprensa desportiva e ainda alguns sócios que pagavam o luxo (1).
Finalmente a “cereja” no topo daquelas maravilhas.
O terreno de jogo era "(ar)relvado”!!!
Os outros clubes, conforme se pode ver em fotos da época, jogavam em terrenos "pelados", sem bancada coberta e sem pista de atletismo. Não observavam as condições mínimas para o estatuto de… “ESTÁDIOS”. Eram “campos de futebol”!
Um deles, onde jogava um dos grandes (“sediado” em Lisboa!) possuía uma luxuosa bancada em madeira. Na gíria era conhecido pela “Estância de Madeiras” - a Catedral do "Caruncho"...
Os outros clubes, conforme se pode ver em fotos da época, jogavam em terrenos "pelados", sem bancada coberta e sem pista de atletismo. Não observavam as condições mínimas para o estatuto de… “ESTÁDIOS”. Eram “campos de futebol”!
Um deles, onde jogava um dos grandes (“sediado” em Lisboa!) possuía uma luxuosa bancada em madeira. Na gíria era conhecido pela “Estância de Madeiras” - a Catedral do "Caruncho"...
E se no estádio das Salésias, a sua Bancada em ferro e o verde do relvado lhe davam “toque” de “campo inglês” aos outros, as parecenças “british” quedavam-se pela proximidade dos espectadores, a cerca de meio metro das linhas de campo, quase ao colo dos jogadores, espremidos contra as guardas metálicas que circundavam o terreno de jogo.
Foi naquela “catedral azul” que aprendi as primeiras palavras em língua inglesa.
A pronúncia, na altura, até era muito razoável, para um povo “ignaro”, mergulhado na escuridão do analfabetismo filho adoptivo da ditadura. “Referee, liner, corner, half (com H mudo, sem "aspirações"...), back, stopper, keeper, mister, team, off-side (pronunciava-se “ofsaite”) e ainda o actual "penalty", eram palavras do mais puro vocabulário inglês a que se juntavam muitas outras que perdi com a minha memória, das quais vou referir para terminar, uma outra: “FÁU….” - … mais tarde descobri que se tratava do “aportuguesamento” da palavra ”fault”.
Foi também nas Salésias que por vezes observei, pela primeira vez um treino de "rugby", no "pelado do "campo de treinos" que ficava situado em plano inferior, nas traseiras e à esquerda da bancada Central,
Quero dizer: sou do tempo das "Torres de Belém", dos "5 violinos", do Moreira (SLB), do Pipi (Rogério do SLB) do Vasco de Os Belenenses, dos jogos de "reservas" ao Sábado à tarde e dos Juniores e/ou "Iniciados" aos Domingos de manhã. Do saudoso (para mim!) tempo do horário de Verão, 17 horas. E de Inverno, que antecipava o começo dos jogos para as 16 horas.
Foi também nas Salésias que vi pela primeira vez jogar rugby, no "pelado" do campo de treinos, que ficava situado em plano inferior nas traseiras e à esquerda da bancada Central. Não achei piada!
Já centrado nos meus 30 anos "despertei" para aquele desporto graças aos comentários televisivos do Cordeiro do Vale, comentador na década de 70 dos torneios das 5 Nações. Agora não perco as transmissões dos diversos trofeus daquela modalidade.
Foi naquela “catedral azul” que aprendi as primeiras palavras em língua inglesa.
A pronúncia, na altura, até era muito razoável, para um povo “ignaro”, mergulhado na escuridão do analfabetismo filho adoptivo da ditadura. “Referee, liner, corner, half (com H mudo, sem "aspirações"...), back, stopper, keeper, mister, team, off-side (pronunciava-se “ofsaite”) e ainda o actual "penalty", eram palavras do mais puro vocabulário inglês a que se juntavam muitas outras que perdi com a minha memória, das quais vou referir para terminar, uma outra: “FÁU….” - … mais tarde descobri que se tratava do “aportuguesamento” da palavra ”fault”.
Foi também nas Salésias que por vezes observei, pela primeira vez um treino de "rugby", no "pelado do "campo de treinos" que ficava situado em plano inferior, nas traseiras e à esquerda da bancada Central,
Quero dizer: sou do tempo das "Torres de Belém", dos "5 violinos", do Moreira (SLB), do Pipi (Rogério do SLB) do Vasco de Os Belenenses, dos jogos de "reservas" ao Sábado à tarde e dos Juniores e/ou "Iniciados" aos Domingos de manhã. Do saudoso (para mim!) tempo do horário de Verão, 17 horas. E de Inverno, que antecipava o começo dos jogos para as 16 horas.
Foi também nas Salésias que vi pela primeira vez jogar rugby, no "pelado" do campo de treinos, que ficava situado em plano inferior nas traseiras e à esquerda da bancada Central. Não achei piada!
Já centrado nos meus 30 anos "despertei" para aquele desporto graças aos comentários televisivos do Cordeiro do Vale, comentador na década de 70 dos torneios das 5 Nações. Agora não perco as transmissões dos diversos trofeus daquela modalidade.
(1) - O meu pai (e eu!) víamos os jogos do “Campeonato” em pé, por detrás da baliza, no topo nascente. Anos mais tarde seria ali montada uma pequena bancada assente em armação tubular.
Foi nela que vi o Martins do SCP – na altura avançado-centro, hoje seria “ponta-de-lança” - marcar o golo, mesmo antes do apito final, que retirou ao Clube de Futebol “Os Belenenses”, a conquista do campeonato, naquele que foi o último jogo na época 1954/55.




