terça-feira, 30 de novembro de 2010

(21) DESTRUI TODAS AS FOTOS E OS ALBUNS - 3


PARTE I I I

Fujica... Ceuta e outras paragens

Foi de Ceuta que trouxe...




uma Fujica “reflex” (35 mm)…


…com objectiva intermutável.
Adquiri ainda um conversor 3 X que acoplava na lente, especialmente dedicado para “caras”! Um “flash” electrónico, um tripé, um filtro neutro de protecção e um “tapa-sol” fecharam o “pacote”.

Foi uma bela de uma pechincha o preço total de todo o material, que nunca perdi de vista no acto da compra para evitar “trocas” aquando da embalagem…

Ceuta, na altura, era um destino procurado por quem queria comprar a preços muito aliciantes, novidades que ainda não tinham chegado a Portugal. Aquela cidadela ficava mais perto do que Andorra e tinha o aliciante da viagem no mar Mediterrâneo.


(“…Mais ou menos 10 anos antes tinha estado em Aden (Iemen) outro porto franco com as últimas novidades em todo o tipo de artigos electricos, som e imagem com preços de cair para o lado. Ali comprei uns binóculos Zeiss 7,5 e uma máquina de cozinha Bosch.
Nas lojas o comprador deveria ter cuidado redobrado para não ser enganado pois era “normal” o vendedor trocar os artigos comprados no acto de os embalar.

Vários amigos tiveram surpresas muito desagradáveis no regresso ao barco quando, ao mostrar as “pechinchas” que tinham adquirido constatavam terem “comprado” desde pilhas secas das grandes – para fazerem peso… esgotadas… claro! – ou pequenos rádios portáteis sem “miolo”.

Era sempre de recusar a ida ao "armazém" supostamente para substituirem o artigo experimentado por outro pois a hipótese de reclamação era impossível dadas as fortes medidas de segurança impostas pelas autoridades inglesas que não permitiam idas e vindas.
Poucos meses depois os “bifes” zarparam daquele território. Estávamos a um ano da deflagração da Guerra dos 6 dias.

Passadas algumas décadas em que a Fugica se fartou de trabalhar, jaz numa gaveta substituída pelo progresso, destronada pelas compactas digitais.


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

(20) DESTRUI TODAS AS FOTOS E OS ALBUNS - 2


PARTE I I
Onde recordo “caixotes portáteis, a Zeiss, a Fugica, Timor.

A primeira máquina a entrar lá em casa também era… um “caixote”.
Uma Kodak.
Rectangular, utilizava-se bem encostada contra o estômago para a manter o mais imóvel possível evitando que a fotografia ficasse “tremida”.
Possuía duas pequenas lentes, os visores, um em cada uma de duas faces do caixote permitindo com a rotação do mesmo escolher como queríamos a foto:
ao “alto” (retrato -agora diz-se “portrait” )

ou de “lado” (panorama – agora diz-se landscape).



O rolo era colocado “às escuras”, encaixado e fixado num carreto de madeira onde se ia enrolando à medida que nele eram registas as fotos.
Muito mais tarde, a segunda máquina comprada por meu pai, foi uma Zeiss Ikon”…

Vinha protegida com um estojo de cabedal.

Abria-se descobrindo um fole que me fazia lembrar a máquina “à la minute”.
Só que o conjunto era leve, a máquina de reduzido tamanho e cheia de tecnologia...??!!
Tinha uma sapata para colocar um “flash” e temporizador.
As fotos saídas naquela máquina tinham o tamanho 6x6.
O flash funcionava...

….colocando-se uma lâmpada própria numa espécie de prato reflector.

Não era barato tirar fotos com flash. Cada foto… uma lâmpada!

O rolo, para 12 fotos, depois de retirado da máquina era entregue para ser revelado, numa loja da especialidade.

A Zeiss foi-me emprestada por meu pai e sofreu incontáveis maus tratos partilhando a minha vida atribulada durante todo o tempo de serviço militar, com uma passagem de dois anos em Timor.

Quando estive naquela ilha, a Ilha do Crocodilo “que o Sol nascendo vê primeiro”, enviava os rolos para serem revelados na "Metropole" depois de uma experiência dolorosa nas lojas chinessas cujos métotodos de revelação resultavam em fotos
amarelecidas ao fim de dois, três meses.
Já naquele tempo, a qualidade “chinoca”… era igual à de agora.
Na década de 70, já casado, resolvi comprar uma máquina fotográfica “a sério”.
A velhinha Zeiss continua na família, oferecida por meu pai à minha querida prima Marília.

domingo, 28 de novembro de 2010

(19) DESTRUI TODAS AS FOTOS E OS ALBUNS - 1

PARTE I

OS PRIMÓRDIOS...

Sou da época do fotógrafo “à la minuta”.
No Terreiro do Paço, perto do local onde nasci, “estacionavam” em permanência, 3 ou 4 artistas da fotografia.
A preto e branco.


“Magalas”e “marujos” com as suas namoradas, noivos, pais com as criancinhas, jovens e velhotes, posavam para a foto, com o D. José em fundo, garboso no seu cavalo - o tal que tem direita a perna esquerda…


Outros locais eram poiso habitual dos fotógrafos: junto aos monumentos que se espalham por Lisboa, nas praças, Rossio e Restauradores, em todos os jardins (incluindo o Zoológico) e ainda nas praias, principalmente as da “linha”.


A “máquina” era uma caixa quase quadrada com aproximadamente 50 centímetros de lado empoleirada num tripé. Na parte da frente um fole que corria numa calha, terminava na objectiva coberta por uma tampa metálica.

Na parte posterior estava colocado um pano negro com a forma de uma manga larga.


Em exposição, nas paredes laterais do “caixote” eram dadas a conhecer anteriores obras captadas pelo “artista”cuja qualidade, em sua opinião, lhes concedia mérito para estarem expostas ao público. Publicidade…


Quando passeava pelo Terreiro do Paço, acompanhado por meus pais, ficava longos minutos a observar todos os movimentos do fotógrafo, enquanto ele focava a máquina com a cabeça enfiada na caixa, através da manga negra.

Depois, o… “ólhó passarinho”, “não se mexam”…, “sorriam”, enquanto agitava um boneco para chamar a atenção dos mais novos.

Finalmente retirava a tampa da objectiva, mantinha-a afastada por breves segundos, recolocava-a e a foto estava “tirada”. A partir daquele momento processava o trabalho de “laboratório”. A “câmara escura” ali mesmo à mão, no interior da caixa e o líquido revelador dentro de uma garrafa a ser despejado num recipiente naquele espaço exíguo.


Depois de revelada a foto era lavada em água dentro de um balde e aguardava a secar, presa por uma mola para roupa, pendurada numa corda esticada entre as pernas do tripé.




domingo, 21 de novembro de 2010

(18) MANUELA TAMBÉM ADERIU. JÁ DOOU O CADÁVER.




Minha mulher que quis acompanhar-me nesta cruzada pelo apoio à ciência médica,no final da passada semana, formalizou junto da Faculdade de Ciência Médicas a doação do cadáver.


cNeves

(17) AOS MEUS AMIGOS C/MAIS DE 50: PROTEJAM O NARIZ




Apresento a maneira mais eficaz de protegerem a pele tão delicada do vosso nariz.
Convem treinar em casa para quando chegar o Verão.
Cuidado com os malefícios do excesso de exposição ao Sol. Principalmente no nariz.

cNeves
Nota: JURO QUE NÃO SOU EU, APESAR DAS INCRÍVEIS SEMELHANÇAS. ALÉM DISSO NÃO GOSTO DE MAMAS COM SILICONE!!!
IMPÕE-SE ESTE ESCLARECIMENTO PARA VER SE ACABAM OS E-MAIL, DOS MEUS AMIGOS, COM BOCAS FOLEIRAS.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

(16) ALFAMA - MEU ARCO!MEU BERÇO!!




                                ARCO ESCURO (Alfama)


(Desenho lápis, minha autoria)



(Recordações 1941 /1969)


Entra-se pelo Arco Escuro. Pequena subida, no cimo da qual se volta à esquerda. 
É o Beco do Arco Escuro.

Encaram-se dois degraus. Depois de vencidos e percorridos mais dois metros, chega-se à porta do prédio com o número 7, encimada por um painel de azulejos com figuras religiosas.

Inscrita, a data de construção: 1764!!!

Para se atingir o terceiro andar tínhamos de percorrer três lanços de escada, compreendendo 5 patamares a saber: a partir do único patamar no primeiro andar, mais dois por cada andar, separados por dois degraus.
Degraus em madeira, estreitos e íngremes. Inclinação superior a 40%.
Do segundo ao terceiro andar estava colocado um oleado que se agarrava aos degraus, um a um, acompanhando-os na subida e estendendo-se nos respectivos patamares. Como brilhava aquele elemento decorativo, com os seus desenhos que imitavam os dos tapetes “a sério”, nos seus castanhos e vermelhos escuros com orla de barras paralelas…


A madeira tentava acompanhar aquele brilho, pela aplicação da célebre “Encerite” - nas partes laterais não cobertas pela passadeira de oleado - espalhada pelos habitantes daqueles dois andares que, em partes iguais, compartilhavam a despesa com a aquisição do “adereço” e do mesmo modo custeavam a sua manutenção.


Os corrimãos só foram aplicados já ia adiantada a década de 70. O proprietário do imóvel, galego, fora finalmente tocado pela idade já avançada da maioria dos residentes que vinham reivindicando aquele apoio para eles já indispensável, como forma de minorar a falta de equilíbrio e a pouca força nas pernas.
Para subir a escada, franqueava-se a porta de entrada do prédio. Agora com trinco eléctrico, antigamente escancarada e periclitante nos seus gonzos. Noutros tempos ostentava, pendurada numa dobradiça, uma mão de ferro cortada acima do pulso, que segurava entre os dedos uma bola do mesmo metal.



(Aldrava)


Quando se queria chamar a atenção de um morador, batia-se com a mão (de ferro) no batente, qual martelo, e com um determinado número de fortes batidas secas identificava-se o andar do destinatário.

Se habitava o lado direito, bastavam três simples batidas.


No caso de morar no lado esquerdo, após as batidas espaçadas seguiam-se outras, rápidas, em número não quantificado. Chamava-se “repenicar”.
Exemplo: terceiro esquerdo: … TAU.… TAU.… TAU… seguidas de umas quantas “repenicadas”... tau.tau.tau.tau!


Para a nossa casa não se “repenicava”. Logo… habitávamos o andar do lado direito!

(vistas da janela da escada no patamar do 3º andar) 
                                             *******
                             ************


ARCO ESCURO nas Minas do LOUSAL,


(Grândola) 2007 12 de Maio - 11:30


Entrámos numa loja.
Panos, colchas, guardanapos, toalhas de rosto, toalhas de mesa, alguma roupa para criança. Era a loja do artesanato têxtil mais para senhoras, que se demoraram apreciando os artigos expostos, enquanto eu rumava para a loja contígua. Aqui era a cerâmica que reinava. As peças regionais usuais do nosso artesanato, com maior incidência para a arte regional Alentejana.


Subitamente avisto numa prateleira bem alta, um prato de dimensões generosas decorado com um desenho que me pareceu familiar.
E não é que ali, no Lousal, num prato de loiça, estava retratado o “meu” Arco Escuro?


Lá estava: o Arco que, descido e torneado para a esquerda, dá acesso ao restaurante “Gaúcha”na Rua dos Bacalhoeiros.

Registadas ainda as roupas penduradas nos estendais nas janelas e uma porta de escada: “A MINHA PORTA”!




Talvez por esquecimento, o artista não pintara o 7.

ARCO ESCURO (Alfama)

No terceiro andar direito daquele prédio, número de polícia 7, há mais de 65 anos nascera aquele que viria a ser o Confrade número 8 da Confraria dos Sessentas.

Nele vivi 28 anos.
A partir de 1969 com a saída para uma nova vida, a subida daqueles degraus passaria a ser bem mais espaçada.
Utilizava o elevador… numa cidade diferente.

Ficou a saudade, a recordação da meninice, a descida veloz e barulhenta daquela escada que subi e desci diariamente vezes sem conta (e sem me cansar…).

Lembro-me de um dia ser levado ao colo de meu pai, que desceu a três e três aqueles degraus rumo ao Hospital da Estefânia por via de um prego que engoli, imitando os operários que, em obras no prédio em frente ao "nosso" os seguravam na boca antes de os martelarem nos andaimes.


Vem ainda à memória, a dificuldade de dois bombeiros de pequena estatura que, segurando uma maca, me levaram quase inconsciente até aquele íngreme terceiro andar, quando tive de regressar temporariamente a casa dos meus pais, na década de 80, após ter sido vítima de brutal atropelamento.


Porém, foram mais as vezes que aquela escada foi a via da descida para a rua onde me esperaria algo de positivo como me permitiu a subida apressada para celebrar com meus pais uma boa nova.


Minas do LOUSAL, (Grândola) 2007 12 de Maio 12:00

Saí da Loja de Artesanato.
Debaixo do braço transporto um pedaço de Alfama.

O meu bairro! O meu berço! Não poderia resistir à compra do prato. Alfama no Lousal!?


Certamente que no meio das outras peças mais apelativas acabaria esquecida, poeirenta e transladada para outro local, quiçá retirada para um escuro armazém.

Desculpas… 
Afinal, o Arco Escuro é meu!!!

cNEVES


Texto (revisto) publicado no “Jornal “ O CONFRADE nº 16 – AGOSTO 2007



sexta-feira, 12 de novembro de 2010

(15) JOSE MARIA FALA COM "BIS"... AVÓ NELA!


A Bis... Avó Nela está radiante com os seus netinhos, o José Maria e a Constança - por ordem cronológica de nascimento.
Eu resolvi oferecer-lhe(s) um pequeno video, gravado "à socapa", num momento ternurento em que ela e o "Zé" Maria entabulavam a primeira "conversa a sério" aquando de um sessão de apoio assim tipo... "grandmo'sitter".
Beijocas e abraços para todos: avós, netos, pais. enfim... a toda a família, do
cNeves


domingo, 7 de novembro de 2010

(13) DOEI O MEU CADÁVER Á CIÊNCIA MÉDICA

(Faculdade de Ciências Médicas - Lisboa)

Desde que me compenetrei que um dia tinha de morrer (pensamentos ausentes até para aí os meus 50 anos, quando finalmente comecei a tomar consciência do desaparecimento de entes queridos e não só) fui alimentando a ideia de contribuir para algo que servisse a sociedade, coisa que à primeira vista me pareceu demasiado pretensiosa para um cidadão obscuro como eu.
Não plantei uma árvore (desculpa: sou Lisboeta…),

não escrevi um livro (estes escritos no blog não contam) e...

não tenho um filho. Perdão: até tenho dois… que são filhos de minha mulher…
Acresce que quando morrer não deixarei quaisquer bens como herança.

Pergunto-me. Que andei cá a fazer? Não deixo rasto? Necessário se torna dizer que seria capaz, se tal fosse possível, de “reviver” a minha vida tal qual como tem sido até agora.

Não tenho razões de queixa. Assumo totalmente e sem arrependimento ou frustração todas as opções que tomei.

Depois de ter tido a oportunidade de ler algumas notícias, seguido debates e tomar conhecimento de alertas sobre a dificuldade com que se bate a Medicina com a falta de disponibilidade de cadáveres humanos para estudo e pesquisa, conclui ter encontrado uma forma de ser útil à sociedade.

Assim, em 20 de Setembro contactei telefonicamente o Departamento de Anatomia da Faculdade de Ciências Médicas na Universidade Nova de Lisboa e no primeiro dia de Outubro ficou concretizada a doação do meu cadáver.
Parece-me que sempre poderei servir a humanidade (desculpem-me a imodéstia!).
Finalmente deixo a minha “herança”.
Quem sabe, possa ainda contribuir com algo que beneficie os bisnetos de minha mulher...
cNeves

PS: E deixem-me imaginar ser manuseado por umas estudantes médicas, giríssimas, uns borrachinhos debruçadas sobre o meu corpo de… bisturi mas mãos…?

cNeves

EM TEMPO:
No Brasil também se luta com dificuldades na obtenção de cadáveres.
Sobre o assunto acima li hoje, na Net, intervenções de dois professores de Anatomia, presentes num encontro da especialidade, na cidade de Natal - Brasil, cujos excertos me permito reproduzir.
“…O assunto foi destaque, mostrando a dificuldade das instituições de ensino em encontrar um cadáver para fins de pesquisa..
André Davim; o professor de Anatomia da UFRN ressaltou a formação humana de qualquer pessoa, como primordial para a decisão acerca da concessão do cadáver. “Se você tem uma boa formação como pessoa, está mais estruturado para tomar decisões rápidas, principalmente sobre assuntos delicados”.
A formação psicológica também foi compartilhada pelo professor José Eduardo, filósofo, que foi buscar na questão cultural a justificativa para a doação de cadáveres. “A visão que temos, uma sacralização do corpo, não tem mais razão de ser. Quando tudo passa a ser fenômeno, o eu desaparece porque se confunde com o corpo. Eu não acredito que o corpo humano possa servir para alguma coisa depois de morto que não seja a medicina. Mas, pra mim, doar o cadáver pra estudo acadêmico é uma forma de continuar vivo”, afirma…”

sábado, 6 de novembro de 2010

(12) O TEMPO PASSA E SUBITAMENTE… RELEMBRO TIMOR



Apenas aos 28 anos me foi possível adquirir um automóvel.
Anteriormente possuíra dois veículos (!?).


Foi em Timor, quando em Dili esgotei o último dos dois anos que ocuparam a minha vida como militar naquela ilha.

No primeiro ano o meu paradeiro foi em Los Palos, na ponta Leste, onde não se justificava ter transporte próprio. Não havia para onde ir… Paradoxalmente foi naquela vila que aprendi a “andar de mota” ainda antes de saber “andar” de bicicleta. Foi ao guiador de uma
BSA de 250 cc que me fartei de empurrar pois só assim era possível regressar à Messe, com a bateria descarregada que não alimentava o motor por mais de um quarto-de-hora.

Foi em Dili, capital daquela, na altura, Província Ultramarina, que comprei em primeiro lugar uma clássica bicicleta “pasteleira” que aguentou comigo seis meses.
Nos segundos seis meses, que seriam os últimos da missão de “soberania”que ali me levara, passeio-os (passeei..) com uma Suzuki de 50 cc, que já possuía motor de arranque, o que “evitava dar ao “pedal”. Um luxo, tendo em atenção que estávamos em finais de 1963, lá em “cascos de rolha”.

Estas memórias foram despertadas pelo recebimento nesta semana de um “Diploma” enviado pelo ACP (Automóvel Clube de Portugal) homenageando-me no 40º aniversário como sócio daquele Clube.
Pois é.
Fiz as contas.
Comprei o carro em finais de 1968 e no ano seguinte preenchi a proposta para sócio do ACP. Tinha então 29 anos. Ora, bem! Há poucos dias fiz 69!
Sendo assim, perante os meus amigos, que na sua grande maioria, já lá vão uns tempos, ultrapassaram os 40 anos de sócios, uma dúvida me assalta...
Comprei o carro tarde de mais… ou ainda sou um jovem?

cNeves

NOTA: A ”moto” foi comprada “a-meias” com outro colega da tropa (Furriel Miliciano, lisboeta, morador ali para as bandas do Poço do Bispo) que eu nunca tinha visto mais gordo!
Nem ele a mim… !!!
Chegou a Timor em meados de 1963, foi colocado em Dili na mesma unidade onde eu prestava serviço (Destacamento de Material).
Um dia destes ainda vou escrever no meu blog sobre esta espécie de “mènage á trois”.

Eu, ele e a “nossa” Suzuki.