domingo, 19 de setembro de 2010

(10) A "BÍBLIA" QUASE ME CONVENCEU!! TERÁ "VIRADO"?


Não sou benfiquista!Ponto!
Mas tenho muita simpatia tanto pelo clube da águia como pelos restantes - enquanto instituições que têm (podem ter!) papel importante na divulgação e prática da actividade lúdica - independentemente dos animais a ela associados. Falo nos dos emblemas... claro!
Mas o pontapé-na-bola tuga não me desperta a mínima paixão.
A electricidade está cara e considero um desperdício gastar euros a ver os miseráveis espectáculos que os jogadores, árbitros e "claques" vão apresentando nos campos deste País, em partidas (…e é cá cada partida que nos pregam) bem condimentadas, até à indigestão, à priori e à posteriori com declarações na maior parte das vezes rasteiras, mal educadas e provocatórias de treinadores, dirigentes, comentadores, jornalistas, enfim a "fauna" que se vai governando com o (no) "sistema".
Porém, como sempre achei que devo andar minimamente informado, vou vendo imagens e ouvindo comentários nos noticiários televisivos, "zapp... ando" por (incríveis) "forúns" com "paineleiros" demasiado lúcidos só para o lado que lhes interessa ou lhes é conveniente.
E vou lendo alguns jornais… "generalistas".
Excluídos estão os "desportivos".
A excepção teve lugar esta semana quando, por motivo de doença, num consultório, passei os olhos pelo diário "A Bola" (também…só à "borla"!) e fiquei siderado com o que lá vinha escrito.
Então não é que o jornal atrás referido, pelos artigos de dois jornalistas, expressava ideias, conceitos e opiniões que me pareceram demasiado discordantes, ao considerarem excessivos:
  • o tonitruante queixume dos mais altos responsáveis do pontapé-na-bola encarnado atingindo as arbitragens
  • as prometidas ameaças avassaladoras, “tsunamicas”.

Achei estranho o Senhor LFV não ter pedido um auto-de-fé ou "grelhado" em directo o diário conhecido, malevolamente e sem razão, pela “Bíblia benfiquista".

Tenho de terminar já, pois a SportTV está a iniciar a transmissão de um jogo de futebol (!!!) da Liga Inglesa e a seguir virá um jogo também de futebol (!!!) da Espanhola. Aqui é que se vão os meus "euros" para a EDP, pois adoro futebol!!!
Logo ao princípio da tarde, ou ao começo da noite, parece que irá ter lugar um "derby". Mas nem com a armadilha do anglicismo me convencem a assistir!



cNeves

terça-feira, 14 de setembro de 2010

(9) MEMÓRIAS DE UM ... “OUTRO”... BANCÁRIO I


O “dono” deste Blog era um dos colaboradores (Chefe de Redacção… hehehehe) de um “Jornal” .
De circulação muito restrita, editado mensalmente, era distribuído em mão ou por CTT aos seus interessados leitores. Mais tarde passou a ser editado em PPS e enviado através da Net para os “cotas mais avançados” capazes de aceder àquela modernice - com som e tudo, o que valeu rasgados elogios ao subscritor deste Blog.
A maior tiragem de sempre (50 exemplares) foi alcançada apenas uma vez… Ver Guiness Book of Records”.
No interior do referido “jornal” , impresso em HP caseira que em determinado número alcançou o (outro!) recorde de 8 páginas em tamanho A 5 (!), existia uma secção reservada a “Recordações”.

Para o recheio da “secção literária” eram insistentemente convidados os referidos cinquenta – chamemos-lhes assinantes / leitores a fazer chegar à redacção do “mensário” as histórias das suas vidas profissionais.
Todos eles eram reformados bancários - a maioria felizmente ainda o está...!
A Redacção do “jornal” criou elevadíssimas expectativas face ao que parecia ser um manancial de histórias que certamente recheavam uma média de 30 anos de profissão, por cada um dos possíveis “historiadores”.
Que histórias não teriam para contar tantos trabalhadores que lidaram uns directamente com o público, outros nos Serviços Internos, alguns até com funções chefia.
Episódios com colegas, com chefes, dentro das instalações, fora delas. Chatices, coisas com piada, enfim, algo assim tipo “Flagrantes da Vida Real” ou até, porque não... “Piadas de Caserna”.
A “estrutura” responsável do “jornal” esperava enorme adesão e quiçá um estrondoso êxito editorial. Já pensava até em coligir todas as “histórias” em livro e fazer concorrência à Fátima Lopes, à Júlia Pinheiro, à Carolina Salgado, etc..
Balde de água fria, desencanto! Menos de 5 (cinco!) durante dois anos responderam à chamada. Alguns apenas com um escrito.
Dois textos publicados no “jornal” já aqui foram “postados”. E hoje será mais um. Mas desta vez a autoria não é do Bloguista!
Resolvi homenagear o colega e amigo que colaborou e mais contribui (3 textos, três!) para o “Sotão de Recordações”. Que, resta referir, apesar de tudo… foi um êxito! Assim, neste post, mais abaixo, irei publicar uma história do Jorge Lobato.
E faço-o porque acho a história deliciosa, bem escrita, com um final de filme mudo/cómico, e sem o risco de ver esta minha atitude classificada como uma forma de destacar um colega a quem me ligam fortes laços de amizade, como todos sabem, pois oportunamente, no sítio próprio, agradeci a “todos” aqueles que colaboraram com a equipa do “Jornal O Confrade”.

PM (Post Morten): Desde final do mês de Junho passado, a “folha dos confrades” enterrada há uns meses, passou a ter como companhia o defunto 24 Horas.



O SOTÃO DO CONFRADE
“Quem Te Avisa Nem Sempre Teu Amigo É”
de Jorge Lobato


Na Av. dos EU tínhamos uma colega que era uma fumadora inveterada, os seus dedos da mão direita, com especial incidência para os dedos médio e indicador, por força do vício, tinham aquela cor amarela - acastanhada típica do uso continuado e sistemático do cigarrito. Quando não estava a atender clientes o cigarro morava de forma contínua entre os seus dedos, pois acendia uns com os outros, aspirando sofregamente o fumo que deles se desprendia, saboreando aquelas baforadas como processo único de prazer.
O seu vício e dependência eram tão evidentes que um famoso jogador do Sporting, nosso cliente (dados os anos passados porque não referir o seu nome: Yazalde), quando tinha que aceder ao cofre, que tinha alugado, presenteava esta nossa colega com um enorme e apetecível charuto cubano.
Esta querida colega morava com os pais na Av. Rio de Janeiro e fazia a pé o caminho entre a sua casa e trabalho passando na Av. do Brasil junto ao muro do hospital Júlio de Matos.
Um belo dia depois do trabalho e de não sei quantos maços de tabaco ia, a nossa colega, calcorreando calmamente a calçada junto ao muro do hospital, sorvendo deliciada e abstraída mais um cigarro na sua marcha de regresso a casa quando é interpelada por um doente daqueles que fardavam de cotim, com um ar um pouco vago e aspecto desleixado, para melhor entenderem : um maluco. Teve desta forma que interromper o seu acto de prazer para dar atenção ao doente pensando que, como tantas vezes sucedia, este iria pedir-lhe um cigarro ou vinte e cinco tostões. Os vinte e cinco tostões ainda vá que não vá, mas o cigarrito confidente de tantos pensamentos, companheiro de alegrias e solidão constituiria quase uma afronta.
Depois destas conjecturas e para espanto da nossa colega o alienado não lhe pediu dinheiro, nem cigarros, pois limitou-se a informa-la que no final do muro do hospital estava um maluco que presenteava os transeuntes descuidados com uma valente e sonora bofetada.
Aliviada de não lhe terem pedido para abdicar de um fiel companheiro agradeceu reconhecida e continuou a sua marcha saboreando e inalando longamente o fumo do seu cigarro.
Nunca mais se lembrou da recomendação que lhe foi feita pelo que, quando estava a chegar ao fim do muro, levou, segundo a própria, a maior estalada da sua vida.
Passada a estupefacção e controlada a dor verificou que o autor do gesto tão condenável era o mesmo maluco que a tinha avisado.
Mais tarde viemos a saber que o doente tinha uma patologia de dupla personalidade.
A nossa colega continuou a fazer, como sempre, o mesmo caminho diário, acendendo e saboreando os seus cigarros mas nunca mais junto ao muro do hospital.
J Lobato


Um agradecimento pessoal e amigo aos meus companheiros de Redacção
João Merca
Rosário Gomes
CÃNDIDO NEVES


sábado, 11 de setembro de 2010

(8) MEMÓRIAS DE UM BANCÁRIO I I I

O MISTÉRIO DA MANGA PERFURADA (1976)


A MH andava radiante.
Tinha finalmente adquirido o seu novo, belo e caríssimo casaco de cabedal, após receber o subsídio de Natal com o qual concluiu um doloroso trajecto de meses de poupança forçada.
Mas algo estava a adiar o completo estado de graça.
Era ouvi-la, durante o dia revoltada pela Natureza adversa , num Inverno que estava a ser um dos mais quentes das últimas décadas.
A partir (da ameaça!!!) dos primeiros frios, vaidosa, entrava no local de trabalho exibindo com piruetas de manequim o seu casaco de cabedal.
Para ela, as manhãs arrastavam-se penosamente (na altura o horário de trabalho diário dos bancários compreendia descanso de 2 horas para almoço que ela aproveitava para dar "ar" ao seu orgulho) e as tardes nunca mais terminavam para que ela voltasse a sentir-se irresistível.
Rapariga extrovertida, simpática, palminho de cara, divertida, as suas referências propositadamente exageradas sobre a nova, vistosa (e valiosa) peça de vestuário, eram alvo de comentários jocosos dos seus camaradas aos quais respondia com tiradas prontas, adequadas e cheias de humor.
Eis senão quando, num fim de tarde, à hora de saída (na altura 18 horas) todo o Balcão é sacudido com um estridente grito que, da boca de MH ecoa na cave onde se situavam os armários/roupeiros individuais.
Com toda a espécie de impropérios, palavrões , rubra de cólera, depois de saltar os degraus que separava a cave da área de trabalho no rés do chão, ela exigia a presença do (ou dos) responsáveis pela presença da manga do seu rico casaco entalada entre duas tábuas, das quais, testemunharam todos os presentes, sobressaíam uma série de pregos.
Esbracejando com o casaco pelo ar, dava origem a uma espécie de arco-íris com o feérico cintilar das cabeças brilhantes de meia dúzia de pregos num dos lados e do outro o brilho dos correspondentes bicos afilados.
Mesmo depois de desfeita a “magia” demorou um pouco a cair "na real".
Não foi nada fácil acalmá-la. Os seus olhos teimavam em ver a manga trespassada.
Claro que ninguém seria capaz de ter feito tal estrago ao casaco, o que no mínimo teria sido uma maldade de um monstruoso mau gosto e uma inaceitável atitude. Brincadeira tem hora....
De todos os elementos do Balcão apenas dois estavam de posse do segredo, sendo um deles obviamente o autor.
O que se passara?
O ZP , em casa, congeminara tudo. E pôs mãos à obra.
Arranjou duas tábuas.
Primeiro pregou-as .
Depois separou-as e serrou os pregos.
Numa das tábuas recolocou cabeças dos pregos e na outra as correspondentes pontas. Depois das tábuas “preparadas” levou-as para o Banco.
Às escondidas da proprietária da vestimente, retirou o casaco do armário e na área central das tábuas não abrangida pelos “pregos falsos”, colocou a manga do casaco.
Depois pregou verdadeiramente uma tábua à outra,para que ficassem unidas, mas nas zonas fora do alcance da manga.
A ilusão era perfeita.
Quando a MH retirou casaco do cabide onde estava dependurado viu uma manga atravessada por uma série de pregos.

A MH nunca mais trouxe o casaco para o local do trabalho. Passou a usá-lo exclusivamente aos fins-de-semana…
Sub-título – O Artista Carpinteiro

cNeves



sábado, 4 de setembro de 2010

(7) BETTENCOURT (SCP) EVITA EVENTUAIS INCENDIOS


Betencourt não acedeu ao pedido de Paulo Sérgio, negando assim a aquisição de um pinheiro para o clube de Alvalade.
O pedido estava comprometido logo de início dada a dúvida do técnico sobre o tipo de pinheiro que pretendia: manso….? bravo…?

Afinal, a decisão do presidente leonino em não aderir ao pedido do treinador leonino baseou-se, segundo nos declarou, na necessidade de evitar o aumento exponencial de matéria combustível no eixo viário mais importante da Capital, dada a existência, mais abaixo, na 2ª circular, de um alto e estático - e parece que já sem préstimo - eucalipto plantado na baliza do “glorioso”.
- Tanta massa ígnea numa área tão pequena - referiu Bettencort ao nosso repórter - poderia ter resultados catastróficos, numa altura em que os incêndios estão em todos os noticiários. Não quero que até nesta área os “media” me venham lixar a cabeça!

Dias Ferreira presente nada disse, pois exigia que para o fazer lhe pagássemos como se estivesse na SIC à segunda-feira.
Paulo Sérgio ainda tentou afastar a previsão catastrófica do seu (e não só!) Presidente, chamando-lhe a atenção, citamos:
“…o perigo de fogo está praticamente afastado pois os energúmenos (segundo Jesus!) que desde há algumas semanas têm tentado incendiar o referido eucalipto recuaram nas suas intenções. Aquela espécie vegetal foi abundantemente regada pelas lágrimasde júbilo do treinador Jesus (água benta?) após a defesa do deficiente remate no penalty (des)marcado pelo jogador do clube da terra das “larrranjas”…”.
Consta que nem o facto do eucalipto ter vindo a ser abençoado por Jesus, ainda antes da sua plantação, demoveu o Presidente dos Leões" que acrescentou:
- A presença de um pinheiro no relvado, junto às balizas, seria demasiado chamativo para os muitos cães abandonados na zona do Lumiar, constituindo um factor de o aumento de ferrugem nos postes das balizas".
Sobre este quase escaldante assunto, ouvimos o “portista” Moutinho.
Difícil de encontrar descobrimo-lo, em profunda reflexão num genuflexório da capela do Estádio do Dragão.

Em "off", confidenciou-nos:

-Qual é a admiração? O “sporten” tem um presidente que não grama as árvores.
Não cuida delas e depois ainda se queixa que os frutos são de má qualidade.
Os senhores sabem do que falo!
Vejam o que acontece às maçãs lá em Alvaláxia. Apodrecem!!!
Que se há-de fazer? Ele prefere ir comprar fruta ao Lidl que fica ali à mão de semear, mesmo por debaixo da bancada nascente! Feitios…
A SAD encarnada, o “porta-voz” do Esseleebeee e a “TV Benfica” não responderam às questões que lhes colocámos sobre o assunto. De fonte digna de crédito (não do BPN nem do BPP!!!) foi-nos dito que estão todos em Madrid a tratar de negóci(atas)os com o Atlético de Madrid .
Sabemos que a águia Vitória se recusa a usar o eucalipto de estirpe espanhola nem que apenas como poleiro!
Também Cinha não respondeu as 495 SMS que enviámos para os seus 69 telelemóveis.

ÚLTIMA HORA: Bettencourt ruído pelos remorsos, amenizando o desgosto do Paulo Sérgio, apresentou ontem ao clube um “talo” de pouco mais de metro e meio.
Não é uma arvore, não é um arbusto. É um tal de Tales! Ah! E precisará de ser regado com muita água pois segundo as sua próprias palavras (in site SCP) "… o principal objectivo da minha vinda para o Sporting passa por dar inicio à minha carreira no futebol É a realização de um sonho…”

Os “sportens” ficam à espera que ele acorde… e se transforme no pinheiro que o treinador Paulo tanto anseia.


In CNEVES 03/09/2010