domingo, 30 de abril de 2017

(77) - CONFRARIA dos 60s - No 17º Aniversário, recordação do 15º



A nossa Confraria celebrará os seus 17 anos de existência, no almoço de amanhã (27 de Abril)  ao qual eu não deixarei de estar presente, nem que "a vaca tussa"!!!
Será com muito prazer que o farei - salvo algo de grave me impeça – e  muito me agradaria se os confrades  comparecessem em massa.
Não consigo deixar de recordar o almoço em que atingimos o 15º ano de existência e bem assim os momentos de fado encerrando aquele convívio. 
Dias antes fora-me sugerido apresentar um “hino”, para ser entoado na altura de partir o bolo de aniversário, momento de brindar a uma vida longa para a nossa Confraria. 
Não me sentindo capacitado para "compor um “hino", lá consegui alinhar (mais ou menos) uns versos, que tentei adaptar a um  fado. 
Com a certeza da melodia ser bem conhecida por todos os presentes, facultei e distribui a todos, os “meus” versos devidamente impressos.
Para recordar segue o url do vídeo – relembrem a excelência do “coro”! -  e os versos, mal alinhavados, sobre o  fado “Zé Cacilheiro” a que chamei:


SOU UM DOS 60s
Letra do Confrade nº 8Cândido Neves
Música do Fado “Zé Cacilheiro”

Eu já era entradote
Quando outro amigo velhote
Teve uma ideia atrevida
De erguer uma Confraria
Com a boa intenção
De manter a amizade em dia

Matutei e gostei dela
E já lá vão 15 anos
Que fiquei preso a ela
E é com muita vaidade
Que vejo aqui os manos
Nesta bela irmandade

Sou um dos 60s
E creiam que me dá gozo
Mensalmente ter o gosto´
De convosco me juntar
E conservando
O Tempo vai-se passando
Ai… e no fim de almoçar
Aqui prometo voltar

Todos fomos companheiros
Colegas amigos porreiros
E assim continuamos
O BBI já lá vai
Mas de nós nunca sai
Pois foi ele que nos juntou

No almoço à quinta-feira
Ao entrar na nossa sala
É sempre com emoção
Que vejo, não estou sonhado
Que os laços da amizade
Nos continuam juntando

Sou um dos 60s
E creiam que me dá gozo
Mensalmente ter o gosto´
De convosco me juntar
E conservando
O Tempo vai-se passando
Ai… e no fim de almoçar
Aqui prometo voltar

RECORDAR É VIVER
Confrade

Cândido Neves

NOTA: Texto enviado por e-mail a todos os Confrades, na véspera do almoço/convívio.

(Em tempo: O Confrade Amândido Marin, no final do almoço de comemoração do 17º, sacou da algibeira, impressos, os versos que "obrigou" serem cantados "à capela"...)

Boa Tarde
cNeves

(76) A propósito de um comentário FACEBOOK


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Américo De Sousa Felício
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9/4 às 11:49 · 
olá bom dia!!!estou eu a pensar, que o fado anda a cair no abismo,já á tempos que venho a reparar, que todos querem cantar o fado, ontem vi um artista que de fadista nada tinha a cantar um dito fado com um papel e a ler o que ia cantando, alguma vez isto era permitido, claro como lia o poema faltava ao compasso, e tbm uma senhora que nem vou dizer o nome, a declamar com um livro á frente, por amor da da Santa aprendam e depois façam o trabalho, para mim o fado não se aprende nasce com a gente, mas como toda a gente bete palminhas eles ficam extusiantes, como dizia o outro ..á fado que tás virado da cabeça para os pés, nunca vi tanto penico a berrar como agora , tenham um bom domingo e bem hajam


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12/4 às 21:17· 


Boa tarde amigo.
Hoje, ao rever uma gravação de um dos fados que cantei no Restaurante De Cá e De Lá - que o meu amigo tão bem conhece - notei que, de vez em quando, desvio o olhar para “conferir” a letra do “Bairro Alto”. Logo, na sua opinião, que muito respeito, pertencerei ao Grupo dos PENICOS.
Quanto muito, porque não estou a socorrer-me de um simples papel, mas sim de um (a) “tablet”, e para não me sentir demasiado “apenicado”, será que poderei considerar-me, de “PENICO mas… “PENICO INFORMÁTICO ou INFORMATIZADO”?
Na verade também comecei por colocar as letras em papéis numa estante: Mas evoluí(!?). Agora nem mesmo como PENICO uso o papel! Por azar, nem as novas tecnologias impedem falhas nos “tempos” e nos “compassos”? Ou serão ao contrário?
Entretanto, vieram-me à memória as noites de fado em que me desloquei a locais onde o Sr. Américo cantava, para ter o prazer de o ouvir, apreciando os seus dote de fadista e a sua bela voz.
E também não esqueço - agradecendo uma vez mais - os convites que me dirigiu naquelas e noutras ocasiões (e eu aceitei! claro!) dando-me a oportunidade de colaborar em momentos de fado.
Às vezes eu trocava a letra, lembra-se?  Pois… não levava papel.
Eu, não sou fadista, não sou profissional, nem pretendo sê-lo. Sou apenas um idoso com mais de 75 anos que por vezes tenta cantar umas canções e até uns fados, como certamente se recordará nas noites em que tive a honra de o fazer a seu lado. Nasci em Alfama e naquele bairro vivi 28 anos, o que lamentavelmente não me fez “ser fadista” .Vá-se lá saber porquê…
Só em Novembro de 2013 alguém teimou que eu tinha condições e voz para cantar o fado. E eu aceitei o desafio e quis experimentar.
Claro que minha memória já não era o que fora… Na década de 60 (época jurássica!) cantei outro género musical e como raramente ouvia fados, não conhecia uma letra inteira. Mas aceitei o desafio embora desconfiado se teria de usar canadianas.

NOTA: Registei a observação de um dos comentários sobre o seu escrito, referindo facto de artistas consagrados por vezes, se socorrerem das “estantes” Mas deve ser apenas para seguirem a “pauta musical”… a “partitura”!  Digo eu… Já viram que para aquele efeito até o Pavarotti, o Carreras e o Plácido Domingo têm á sua frente (cada um deles) uma estante numa das suas interpretações de “Amapola”?


Boa tarde
cNeves


(75) “THE CLAIM” e COIMBRA MENINA E MOÇA


https://youtu.be/kzoQBq5IuGw  (Balada de Coimbra - 



Para fugir às longas horas de asfixia do “pontapé na bola”, percorri aos soluços alguns canais na TV – perdão... fiz zapping…- e ao passar pelo canal AMC deparei com um filme com o título “Ameaça do Passado”, no original será “THE CLAIM”, como fiquei a saber em posterior busca na “Net”. 
Qualquer coisa (para além das belezas que são Milla Jovovich e Nastassja Kinski!!!) me obrigou a visionar o filme, pedaço a pedaço. 
Quando alcancei os 30 minutos de exibição (irei visioná-lo na íntegra mais tarde) vi-me obrigado a retroceder, para confirmar o que me parecera ter ouvido. 
Confirmei! Milla Jovovich, cantava - eventualmente dobrada (playback?) - a balada de Coimbra “COIMBRA MENINA e MOÇA”. 
Ainda não vi o filme na sua totalidade, o que irei fazer, pois de acordo com o genérico ainda fará parte da banda sonora do filme outra balada, a que (eles) dão o nome de “SE VELHA”.
A acção do filme decorre na Sierra Nevada, California (Kingdom Come) ano 1867.
Causou-me uma certa estranheza que, em 1867, aquelas baladas de Coimbra, ainda sem terem “nascido”, já fizessem parte do repertório duma cantora, ainda que os pais da personagem sejam mencionados como naturais de Coimbra e ela se chame Lúcia. A confirmar depois de ver o filme na sua totalidade.
No genérico final (?) somos informados que Américo Durão “&” António Menano escreveram (written by…) a balada, “SÉ VELHA”, original ADEUS SÉ VELHA” OU BALADA DA SÉ VELHA(?) .
Fausto Frazão, Arnérico (Américo?) Pinto e Edmundo Bettencourt terão sido responsáveis pela escrita (written) da Balada “MENINA E MOÇA”, original COIMBRA MENINA E MOÇA. 
Ah! Aqueles indicados e os seus verdadeiros autores nasceram de certeza depois de 1867.



https://youtu.be/kzoQBq5IuGw   
Guitarra portuguesa: José Maria Oliveira, Orlando Almeida
Viola de fado: António Duarte, Pedro Antunes
Grupo de Fado de Coimbra "Ecos de Coimbra"
Letra: Fausto Frazão / Música: Edmundo Bettencourt
Local: Largo da Sé, Faro
(2014-08-14)




Boa tarde.

sábado, 14 de janeiro de 2017

(74) A Propósito do encerramento do "ELEFANTE BRANCO"


RIP
ELEFANTE BRANCO

Local onde os meninos maus…
…de famílias boas…
… se encontravam com meninas … boas…
…, de famílias más (!?)”.

Recordei aquela definição, que em tempos ouvi de um humorista brasileiro, logo que tive conhecimento, pela comunicação social, redes sociais, newsletters, etc., do encerramento do Elefante Branco.

Não que os frequentadores do ”TROMBINHAS”  como era conhecido em linguagem secreta – fossem só “meninos”… e maus!
Não!!! A maioria dos frequentadores eram empresários grisalhos, homens com carteira recheada e dispostos a passaram uma noite em gloriosa festança. Muitos deles, visitantes ocasionais - de férias ou em “negócios” - jamais passariam por Lisboa sem “marcar o ponto”. Quando regressavam às suas terras, o “Elefante” seria o assunto que durante semanas os tornariam figuras principais em reuniões (só para homens!!!) em que os amigos ouviam em silêncio respeitoso as extraordinárias noites passadas no “Trombinhas”.
Não se recordando, ficaria por contar a “sorte” de ter partilhado a alegria de todas as meninas que o “entretinham” na mesa, que também por coincidência, “faziam anos” naquela magnifica noite.
Sentindo a felicidade das (várias) aniversariantes ele mandaria vir mais uma garrafa de Champagne”, por cada um dos “Parabéns a Você” -(…nesta data querida…)” enquanto elas, nos intervalos dos “beijinhos” agradecidos, disfarçadamente bebiam água tónica por flutes,!

Claro que alguns “Meninos” também frequentavam a “casa”. Mas a maioria, altruísta, só surgia após o encerramento, madrugada alta, com suas viaturas desportivas. Surgiam …e arrancavam. Com os pneus a fumegar, “recolhiam” as meninas, fazendo o favor de lhes dar boleia. Elas, simpaticamente, retribuíam aquele gesto de cortesia, enchendo-lhes os depósitos dos Porsche, dos BM e doutras viaturas de gama alta.
Enfim, mais um estabelecimento a fechar portas para desgosto de todos os “profissionais” noctívagos lisboetas que obrigatoriamente, pelo menos uma vez por semana, tinham de visitar o “Elefante Branco”, híper-famoso pelo ambiente elegante e requintado onde se encontrariam as mais belas moçoilas, sem paralelo nos seus variadíssimos concorrentes, como. “A Cave”, o “Hipopótamo”, o “Tamila”, a “Cova da Onça”, o ”Night & Day”, etc..

Para finalizar aqui fica um dos momentos que naquele “espaço” presenciei.

Numa mesa, um sujeito bem vestido, frente a uma garrafa de whisky 20 anos, tinha a companhia de três meninas que bebiam um líquido transparente, em copo alto, cheio de pedras de gelo.
Subitamente surgindo do “lusco-fusco” da sala, um dos presentes dirige-se à mesa do alegre folgazão. Parou, olhou para a mesa, virou-se para os fundos da sala, e com voz alta (deu para todo o mundo ouvir!) chama, pelo nome, um dos responsáveis da “casa” e de imediato pergunta se ele tem a certeza de vir a receber o valor da despesa da mesa, que aponta. Justifica a sua pergunta por saber que o gastador estar inibido do uso de cheques, como também tinha deixado protestar uma livrança.
Deve ter sido uma das raríssimas vezes que aquela sala foi tomada por um silêncio sepulcral.
Quem largou “a bomba” - que resultou na liquidação da dívida (livrança) no primeiro dia útil seguinte - foi um gerente bancário conhecido por não perder uma oportunidade… quando ela se lhe oferecia.

BOA TARDE

PS : Fui… e sou… desde sempre, cliente de outro “Elefante”: O “Azul”!