segunda-feira, 30 de maio de 2011

(45) O CULPADO FOI O DR. MIGUEL CADILHE

No tempo em que o Dr. Miguel Cadilhe era Presidente da Administração do Banco Borges & Irmão, foi oferecida aos trabalhadores a possibilidade de adquirir material informático para uso pessoal, até ao limite de cinquenta mil escudos montante que seria disponibilizado a fundo perdido com a simples apresentação de fatura/recibo referente à aquisição do material em questão.
Tinha começado, havia pouco, a era da informática (a sério) nos balcões da Banca.
Eu possuía na altura um ZP Spectrum 4, …


(O meu primeiro “computador”…)



…no qual ia fazendo umas animações muito “naif”, com formas geométricas e textos que gravava como “separadores” e “genéricos” para os meus filmes caseiros registados em cassetes Betamax, …






(Minha primeira câmara de vídeo SONY TRINICON P 3.000 – 1979)




…prestes a serem “expulsas” do mercado ultrapassadas pela visão comercial da experiente JVC com suas cassetes vídeo VHS.
Assim, aos meus 54 anos, passei a ser escravo do “bichinho” do teclado e do monitor do computador, o qual tenho mantido e “engordado”até aos dias de hoje.
Logo que soube da possibilidade de possuir um computador a sério com uma ajuda financeira a custo zero, não hesitei.
Na altura ser-me-ia fácil obter de um comerciante amigo uma fatura “comprovando” a compra de material informático ainda que, na realidade levasse para casa… sei lá… um vídeo-gravador, uma câmara de vídeo, uma máquina fotográfica reflex, umas jantes especiais ou um outro qualquer artigo, beneficiando do apoio financeiro do Banco.

Esta volta ao passado foi despoletada quando redescobri um orçamento para compra de um computador, com kit multimédia (?!) um monitor e uma impressora.





E o que me chamou a atenção e levou a escrever estas linhas foi a comparação entre os preços e as Fichas Técnicas da máquina e periféricos indispensáveis naquele ano de 1995, e a panóplia de preços e inúmeras possibilidades de escolha que o mercado presentemente nos oferece.
Por exemplo: pelo preço da impressora mais barata há década e meia e tendo em conta apenas o correspondente em euros, podemos comprar hoje três (3) unidades. Por 248 mil escudos tínhamos então acesso a: memória RAM de 8 MB(!!), cache 256 KB (!!!) e um disco de 540 MB(!!!!). Cópia do orçamento, já a seguir:



Hoje, compramos um portátil por 900 euros (180.000$00!) com processador Intel Core i7 (última geração disponível em qualquer loja perto de nós), cache 6 MB, com 4 GB de memória RAM (4.1920 MB!!!!), disco de 500 GB (512.000MB!!!) ecrã de 15,6” e … com o kit multimédia incluído, excetuando as colunas que se compram por 30 euros… suficientes para o comum dos utilizadores.

O orçamento referido é (era!) um entre os milhares de papéis e fotografias enfiados em pastas, arquivadores, gavetas e álbuns que, graças ao computador, ao scanner, aos discos externos, a muita paciência – e ao destruidor de papeis - já estarão a caminho da reciclagem para alívio dos meus armários, estantes, etc..


O apoio financeiro e aquele orçamento marcaram o início da informática a sério cá em casa.
Não estou arrependido por ter aproveitado a oferta, comprando o computador com o tal “Kit” multimédia (!!), o monitor e impressora mais barata.

Foram-se os cinquenta contos e ainda mais algum do meu mealheiro.

Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico


BOM DIA

sexta-feira, 20 de maio de 2011

(44) CONFESSO!!! ONTEM COMPREI "A BOLA"



Quando ontem vi o jornal A Bola com a capa quase inteiramente preenchida das cores azul e branco, as lágrimas correram-me pela face. Quanto sacrifício! Quanta coragem!
Para aquele diário de informação (?!) desportiva também conhecido como a Bíblia Vermelha, e o “segundo canal” do SLB, em papel, aquele dia tornar-se-ia memorável pelas piores razões. A crise - passageira… aí umas vinte e quatro horas – iria atingi-lo de forma arrasadora. Quase tanto quanto a crise global. Nada adianto sobre esta última que nos toca - e de que maneira - para não chorar ainda mais.

Claro que, no dia seguinte, o volume de vendas voltará a atingir o seu volume normal, talvez com as notícias de negociações de novas contratações para o clube da segunda circular que ultimamente, à semelhança do trânsito naquela via, registou engarrafamento nos pontos conquistados e uma lentidão e tropeções exasperantes no seu percurso competitivo do pontapé na bola, certamente por acção retardadora dos numerosos radares azuis que encontrou no seu caminho nesta época de 2010/2011, prevista inicialmente como plena de esmagadoras conquistas nacionais e europeias.

A minha surpresa pelo grafismo daquela capa foi acompanhada pela certeza que as tradicionais reacções alérgicas à tinta azul nos seus habituais leitores(?) lampiões resultariam na drástica diminuição de exemplares vendidos com a consequente brutal quebra da receita. Para saciar o fundamentalismo vermelho e consequentemente para que o volume de vendas mantenha o seu elevado níve, o jornal é "obrigado" a publicar 365 capas pintadas de vermelho nos 365 dias que tem um ano… dos mais curtos!
Estranha postura de um diário de tendência acentuada para a “esquerda” hipotecando com uma óptica capitalista uma informação que deveria ser plural e isenta.

A noção dos elevadíssimos prejuízos económico/financeiros que certamente atingiriam aquele órgão de informação (?!) despertou o meu espírito solidário. E assim, aproveitando ainda para diminuir o peso das “sobras” – quantas árvores derrubadas sem proveito - resolvi quebrar a minha promessa de não comprar jornais ditos desportivos (?) e especialmente a “A BOLA”, e despendi oitenta e cinco cêntimos, do euro, na aquisição daquele diário.

Claro que vou emoldurar o único exemplar de A BOLA que, por motivos nobres ditados pelo meu coração de manteiga, entrou em minha modesta casa. Não pela vitória do clube nortenho mas como recordação do dia especial em que A BOLA se vestiu de azul, atitude heróica e que merece relevo também pelo difícil que deve ter sido engolir (mais) um tamanho “sapo” .

Boa tarde!

PS: Mesmo que Bola para a semana tenha uma recaída, caso o clube do Norte ganhe a Taça de Portugal, não voltarei a quebrar a promessa que acabei de confessar ter quebrado por razões puramente altruístas.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

(43) EU ESQUECIDO ME CONFESSO!

ASSUNTO: "POST"41 - CONFRARIA ENTRA NO SEU 11º ANO DE EXISTÊNCIA (30/4/2011)

O meu amigo e confrade Gomes enviou um comentário, que publiquei de imediato, alertando-me para um lapso que cometi no texto do “post 41”, ao esquecer-me de um importante convívio da Confraria dos 60s, em 24 de Maio de 2001.




E a sua chamada de atenção fez-me detectar outro lapso idêntico.
Para além da resposta que publiquei em sede própria, sinto ser minha obrigação dar ao facto idêntica exposição pública à do post original pelo que passo a transcrever o meu comentário ao texto do Gomes.
Amigo Gomes
Não consigo atingir a perfeição. Paciência… sou um tipo normal! Dou a mão à palmatória.
Pensei muito, fiz um tremendo esforço para me lembrar de todos os convívios. Até aqueles dois em que não estive presente me vieram à memória.
Ainda por cima,não referi aquele que teve um significado muito especial para a Confraria. Foi nele que os confrades inscritos foram "oficialmente" considerados como tal.
Na Picanceira de Cima (não do Mar) um nosso colega, amigo e confrade colocou a sua casa, à semelhança de outros em outras ocasiões, à disposição da Confraria e recebeu-nos principescamente tendo sido atribuída uma classificação altíssima pela organização do almoço que sozinho tomou a seu cargo.
E já agora que estou a falar no Oeste, vem-me à memória mais uma omissão: a do convívio que teve lugar na Assenta, em casa de um outro confrade que, com a sua família, nos acolheu e proporcionou mais um dia de espectacular de sã camaradagem. Penitencio-me pelo duplo e ingrato esquecimento.
Espero que me perdoem. Sabem... a idade...

(42) ESTIVE NUM PARAÍSO NA BEIRA INTERIOR SUL



Temos um País que nos surpreende pela beleza dos inúmeros recantos mais ou menos escondidos onde ainda se pode encontrar aquele silêncio que atordoa um citadino.
Uma paz e tranquilidade apenas quebradas, na justa medida, pelo marulhar das águas, da brisa escorregando pelo arvoredo e pelos chocalhos do gado pastando em liberdade.



Foi num local destes que passei 4 dias em limpeza dos sentidos. Regalei a vista, arejei os pulmões com ar puro, descansei os ouvidos, andei descalço na terra senti os odores da Natureza e até para cumular tanta coisa bela, tive a companhia de dois animais. Uma cadela e um gato – o Mimo - para suprir a falta dos meus, lá na Capital, a quase 300 kms. de distância.



E não é que estou em dívida com o Facebook? É verdade! Foi através dele que minha mulher encontrou uma amiga da qual há mais de uma dúzia de anos tinha perdido o contato.



Foi ela que nos proporcionou momentos maravilhosos, ao convidar-nos para passarmos com ela uns dias na sua casa de férias, aproveitando os feriados da última Pascoa. Sempre que a sua vida profissional o permite, lá vai ela correndo para aquele seu refúgio.
Natureza compartilhada com amigos é um “cocktail” inebriante.