quarta-feira, 18 de abril de 2012

(55) HIGIENE “TUGA” - Local específico: sanitários



Num Centro Comercial algures em Lisboa. 
Quase meio-dia. 
Acabei de aliviar a bexiga ou seja... “mictei”. Ou ainda “tirei a água do joelho” ou “coloquei o chapéu de chuva a escorrer” expressões marialvas, supostamente graciosas… 
Já lavei as mãos. 
 A propósito de higiene: eu até lavo as mãos antes de… Tenho muita consideração por um órgão que, apesar de presentemente já não ter a importância de antigamente, não posso descartar totalmente. É assim como um tipo de respeitosa homenagem. 
Olho à minha volta, enquanto seco as mãos naqueles aparelhos extremamente ruidosos e que às vezes até debitam ar quente. É preciso muita pachorra e tempo livre para se sair com as mãos secas. 
 Em posição, junto aos urinóis, dois indivíduos vão tratando de satisfazer as suas necessidades fisiológicas enquanto outros dois se afastam, correndo o fecho “éclair” da braguilha. 
Um deles, de meia-idade, finge passar as mãos por água e pelo seca-mãos. Sai rápidamente para o exterior, acionando o puxador da porta, que fica húmido. 
Um segundo ex-aflito, já aliviado, aproxima-se. 
Aparentando ter cerca de vinte anos, vestia uma camisa vermelha ostentando um logotipo no bolso. Não consegui descortinar o seu significado. Num local daqueles, fixar um parceiro mais de vinte segundos é muito perigoso pois a olhadela pode ser mal interpretada. 
Bem… o jovem aproxima-se do comprido lavatório, mira-se no espelho, espreita ambas as faces com toques narcisistas, passa os dedos pelo cabelo esticando para o alto a crista saturada de gel (Gel Fluído, Absolute Wet - Brilho Extremo…) ignora a torneira com temporizador e dirige-se para a saída. 
Sigo-lhe os passos e esgueiro-me aproveitando a porta por ele aberta.
Fico parado um instante decidindo o rumo a tomar e duvido da minha visão quando topo o rapazinho de vermelho a dirigir-se para uma hamburgueria, agachar-se para passar através de um buraco para dentro do balcão, levantar-se, cumprimentar um colega e começar a atender um cliente. 
Arquivei o nome da hamburgueria (não que eu me perca com aquele tipo de pitéu) que tem no seu quadro de pessoal, pelo menos, um funcionário que não prima pelo asseio. Ou seja, um porco! 
Comida, ali? “Jamé”! 
Não sei se poderia exigir o livro de reclamações, não tendo "feito despesa". 
Retirei-me a pensar na ASAE e nas armadilhas a que nos espreitam em tudo quanto é lado.

 * Sempre estanhei o facto de, para distinguir os sexos (opção cada vez mais difícil) que devem transpor cada uma das portas dos sanitários, uma delas, se identifica com a letra: H que quer “dizer” Homens e a outra tem um S que quererá “dizer” Senhoras. Porque não pespegar nesta última a letra M de Mulheres? E por que não, em alternativa, uma sinalizada com Srs. e outra com Srªs.. Fica a sugestão. Apesar de nem sempre serem verdadeiros homens (?) os que utilizam a porta H e também não são sempre Senhoras (?) as que entram pelo S.  


Saúde e não esqueçam.
Sorriam... sempre!!!