
Chegou a era da fotografia digital.
Segundo quem é suposto saber do assunto, as máquinas fotográficas digitais tornaram-se populares na década de 1990.
Em 1995 surge a primeira câmara digital a capturar imagens em movimento com som, além é claro, de imagens estáticas.
Em 1997 é colocada no mercado uma MP-EG1, que foi a primeira câmara digital a transferir para o computador vídeos no formato MPEG.
Neste mesmo ano, a Sony lançou a Cybershot.
Passámos então a premir desaustinadamente o botão de disparo das “compactas” e deixámos de frequentar com a assiduidade e os custos o balcão da loja especializada na revelação de rolos fotográficos. Uma despesa a menos...
Tirar quatro fotos ou quarenta é precisamente o mesmo: despesa idêntica.
Finalmente saltámos da (com a...) máquina para o computador, e cada um de nós transformou-se num técnico de fotografia para desespero dos profissionais da arte de fotografar.
Não só podemos revelar (imprimir…) as nossas próprias fotos (fica cartito!) como podemos escolher as que pretendemos ver em “suporte” papel .
Basta, como antigamente levá-las uma loja especializada mas agora comprimidas...
Transferidas as fotos para o computador podemos cortá-las, dar mais ou menos cor, definir a luminosidade, retirar imperfeições, juntar outras imagens enfim, tudo o que se quiser, ao sabor da imaginação de cada um.
Depois ainda podemos fazer apresentações com narração e fundo musical e gravá-las em CD’s ou DVD’s, passando a exibi-las no televisor ou LCD (ou Plasma…) na sala.
Antigamente, quando queríamos mostrar as fotos de qualquer evento aos nossos amigos, um deles sentava-se no sofá, colocava o álbum sobre as pernas e ia folheando-o, com mais um ou dois debruçado sobre o ombro e os que o ladeavam iam deitando uma olhadela.
Agora reúne-se na sala a família ou os amigos e apresentam-se as fotografias na TV (LCD ou Plasma) depois de se ligar um computador portátil ou um disco externo multimédia, ou a pen, ou um leitor de CD/DVD com as fotos devidamente classificadas à vontade do “editor”, em apresentações ou montadas em clip de vídeo, com narração e música. Quando se torna necessário, a tecla de pausa ou de “reverse” permite um olhar mais demorado à imagem. Se temos pressa, recorremos ao “fastforward”…
Foi assim que, descobertas todas as potencialidades do casamento máquina digital /computador resolvi dar uso (intensivo) ao meu “scanner” e, após alguns milhares de digitalizações,…
…coloquei o destruidor de papel a fazer horas extraordinárias…
… a mastigando todas as fotos e negativos. Depois agarrei-me ao computador, seleccionei-as, identifiquei-as para criar apresentações, escolhi uma músicas, uns separadores, criei um logótipo e gravei tudo em DVD´s mantendo os “masters” em disco externo.
O espaço (e o peso???) ocupado anteriormente pelos álbuns, ficou reduzido a uma dúzia de caixas de DVD’s e ao alcance de um clik quando as quero rever.
De vez em quando chateio uns amigos que me visitam, com uma sessão de fotos.
Haja paciência…
Na sequência destes escritos, que com este post chegam ao fim, irei criar uns álbuns no FaceBook (e no Picasa…) onde colocarei meia dúzias das fotos antigas que digitalizei.
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