sexta-feira, 10 de junho de 2011

(46) CALDEIRADA NA AROEIRA

Este post foi publicado, com o número 4, no blog de


no passado dia 4 de Junho com o título


"UMA CALDEIRADA CELESTIAL EM AMBIENTE PARADISIACO"


Algures na bela e reservada Aroeira, no meio de uma vegetação luxuriante, “Os Garfo de Ouro” foram recebidos de forma soberba pelo "garfo" Jack Rebelo, que abriu de par em par a porta de sua casa acolhendo uma dúzia de amigos.
Sob um chapéu que nos cobria do Sol, foram-nos servidos aperitivos diversos, de onde sobressaía uma excepcional massa de atum com alho, cebola, tabasco, maionese e eu sei lá que mais - especialidade do Jack - tudo acompanhado por um excelente vinho branco, fresco, à temperatura ideal para combater o calor que se fazia sentir.

Todos olhavam para a piscina mas nenhum se atreveu a mostrar a brancura das carnes, que a época de praia e o trabalho pró bronze só agora se inicia a sério.
O Carlos Antunes cirandava ente o local dos aperitivos e a cozinha de apoio, em atenta e cuidadosa observação da “caldeirada”, o prato de substância, por cuja confecção se constituíra responsável.

Na hora do almoço surgiu um enorme tacho escondendo uma caldeirada superiormente confeccionada pelo "garfo" Carlos Antunes. No final, aquele insuspeito cozinheiro foi amplamente saudado, comprovados que foram os seus dotes culinários que o revelaram como autêntico “chef gourmet”: o guia Michelin anda distraído…

Como sobremesa degustámos queijos variados, fruta, doces, gelado e para finalizar em beleza a 1ª parte do capítulo gastronómico, café e um (vários!) “Irish”!
Durante e após os digestivos a conversa manteve-se animada até ao inicio da jornada cultural, que se desenrolou em duas mesas posicionadas no largo relvado, refrescado pela sombra das frondosas árvores.

Foi então a altura de se discutir assuntos tão importantes como a “incrível” passagem do “ÁS” que consegue safar-se, incólume em segunda “puxada”, do azar da “manilha” seca, da falta de “trunfos” na mão, da vigilância sobre eventual e inocente “renúncia”, da capacidade de memorizar as “cartas” jogadas. Ou ainda da recontagem no final de cada jogo não vá o “adversário” ter errado a somar os “tentos” revertendo o valor excedentário sem querer… a seu favor, das dúvidas sobre se começar a ”dar” por baixo obriga a distribuir as cartas pela esquerda etc., etc.. As “nuances” são imensas e a sessão de “carteado” terminou perto das 19 horas.




Já com o cérebro esvaído e o estômago pronto para a “sossega”, eis que o Carlos Antunes ultrapassando tudo o que de bom já provara com a deliciosa caldeira, nos presenteou com o caldo da mesma, numa “massada” de comer e chorar por mais. Um autêntico e profundo “orgasmo”! E sabemos bem quão distanciados os circunstantes têm andado de sublimes prazeres pois cada vez… se come pior. Mais palmas para o “chef” que só não foi atirado ao ar, qual Mourinho das caldeiradas, por motivos óbvios. Estávamos todos com peso a mais… e força a menos. E peixe não puxa carroça!

Já se aproximavam as 21 horas quando nos despedimos dos nossos anfitriões que tão bem nos acolheram naquele magnífico e luxuriante espaço onde permanecemos umas horas como se fossemos ou únicos habitantes à face da terra. Nós, e a gata...




...pretinha...,




o galgo...




... Speedy,...



...uma outra gatinha e os sons da passarada que por cima das nossas cabeças, voava de árvore em árvore.
Por alguns momentos estivemos próximos do paraíso.

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