segunda-feira, 29 de novembro de 2010

(20) DESTRUI TODAS AS FOTOS E OS ALBUNS - 2


PARTE I I
Onde recordo “caixotes portáteis, a Zeiss, a Fugica, Timor.

A primeira máquina a entrar lá em casa também era… um “caixote”.
Uma Kodak.
Rectangular, utilizava-se bem encostada contra o estômago para a manter o mais imóvel possível evitando que a fotografia ficasse “tremida”.
Possuía duas pequenas lentes, os visores, um em cada uma de duas faces do caixote permitindo com a rotação do mesmo escolher como queríamos a foto:
ao “alto” (retrato -agora diz-se “portrait” )

ou de “lado” (panorama – agora diz-se landscape).



O rolo era colocado “às escuras”, encaixado e fixado num carreto de madeira onde se ia enrolando à medida que nele eram registas as fotos.
Muito mais tarde, a segunda máquina comprada por meu pai, foi uma Zeiss Ikon”…

Vinha protegida com um estojo de cabedal.

Abria-se descobrindo um fole que me fazia lembrar a máquina “à la minute”.
Só que o conjunto era leve, a máquina de reduzido tamanho e cheia de tecnologia...??!!
Tinha uma sapata para colocar um “flash” e temporizador.
As fotos saídas naquela máquina tinham o tamanho 6x6.
O flash funcionava...

….colocando-se uma lâmpada própria numa espécie de prato reflector.

Não era barato tirar fotos com flash. Cada foto… uma lâmpada!

O rolo, para 12 fotos, depois de retirado da máquina era entregue para ser revelado, numa loja da especialidade.

A Zeiss foi-me emprestada por meu pai e sofreu incontáveis maus tratos partilhando a minha vida atribulada durante todo o tempo de serviço militar, com uma passagem de dois anos em Timor.

Quando estive naquela ilha, a Ilha do Crocodilo “que o Sol nascendo vê primeiro”, enviava os rolos para serem revelados na "Metropole" depois de uma experiência dolorosa nas lojas chinessas cujos métotodos de revelação resultavam em fotos
amarelecidas ao fim de dois, três meses.
Já naquele tempo, a qualidade “chinoca”… era igual à de agora.
Na década de 70, já casado, resolvi comprar uma máquina fotográfica “a sério”.
A velhinha Zeiss continua na família, oferecida por meu pai à minha querida prima Marília.

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