COM OS AGRADECIMENTOS AOS MEUS AMIGOS LOBATO E REIS
(que as "tolas" estejam convosco!)
“…Uma “cabeça” ou uma “tola” como os apreciadores se referem à cabeça de peixe é que ainda não entrou, "com todos" e em pleno,nos meus hábitos alimentares…”.
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Rezam as crónicas que em tempos remotos (já lá vão para aí uns 40 anos) eu era um carnívoro em potência e em exclusividade.Segundo fontes próximas e credíveis, devorava 365 bifes por ano ao almoço e outros tantos ao jantar.
É de acreditar que o nível de colesterol que presentemente acuso seja o resultado daquela volumosa ingestão de carne com muitos nomes e variados acompanhamentos: “à casa”, com ovo a cavalo, tártaro, com natas, com molhos “à café” ou cerveja, ou molho de mostarda, com pimenta, sempre “estupidamente” mal passados. Sempre “fritos”! Sempre acompanhados com muita batata também frita, ketchup, pickles e “imperiais” também “estupidamente” geladas.
Como conseguir resistir resistir ao cheirinho das Bifanas nas imediações das “tascas”?
Frequentemente, ao lanche, trucidava uma bifana entalada numa carcaça ensopada em molho ”365”, assim chamado por permanecer ao longo de um ano, na frigideira, sobre o bico do fogão em “fogo lento”. Ao terminar o dia apagava-se o fogão. No dia seguinte, à abertura, reacendia-se o lume “acertava-se” o nível do óleo, mais numa pitada de sal, alho, uma folha de louro, colocavam-se os bifinhos e... (*)
… SAÍ UMA BIFANA PRÓ BALCÃO!!! ou…
SAI UMA PRÁ MESA DO CANTO!!! ... com molho, ou sem molho,
de acordo com a preferência do cliente.
Em pé ao balcão, frente à(s) imperiais, devorava as bifanas. O molho e a carga de mostarda espalhada sobre a carne escorregavam do pão para o guardanapo de papel que protegia a mão enquanto acrobaticamente tentava evitar “baptizar” a gravata, a camisa, as calças e os sapatos.
É um mistério como ainda sobrevivo ao fim de mais de 70 anos a avaliar pelos avisos constantes sobre os malefícios da "carne vermelha" e do aumento previsível do colesterol.
Porém, com a idade, o paladar foi sofrendo alterações.
Refinou-se, determinando um aumento na constituição da “ementa”. Passou a ser mais "abrangente".
Que longo caminho, que perda de tempo até descobrir o paladar e as saudáveis propriedades do pescado.
A conversão de quem afirmava que "carapau não puxa carroça", foi dolorosa.
No presente já me considero um apreciador de “peixe” que passou a ser presença regular na minha alimentação, intervalando com um cozido à portuguesa preferencialmente com carne de porco e muitos e variados enchidos, o toucinho, chispe, orelha, unha etc., ou a picanha fatiada ou alta com a indispensável gordura, o bife na pedra, sempre tudo estupidamente mal passado, o pernil etc..
Passei a apreciar a sardinha que se tornou o meu prato preferido na época de Verão.
Robalinho, dourada (“escaladas”) salmão, lampreia, “massacotes”, peixe espada, pescada cozida “arrepiada”, carapaus de “um dia para o outro” com muita cebola e envinagrado, enfim... estou em todas! O bacalhau também é peixe??? Adoro!
Uma “cabeça” ou uma “tola” como os apreciadores se referem à cabeça de peixe é que ainda não entrou nos meus hábitos alimentares.
Só alinho desde que me dispensem “os lombos”! No que respeita a chupar, não me convidem para as espinhas de peixe. Também não sou adepto para comer os “olhos” ao animal.
Quando os amigos me convidam para uma”tola” aceito sempre!
Para além do bom e agradável convívio, indispensável para uma boa digestão, dos condimentos, grelos, ovo cozido, batatinha, acresce o atractivo de ver o prazer com que eles, os bons garfos, chupam, lambem, aspiram as espinhas. Depois de as colocarem à borda do prato, até parecem madrepérola. refletem.
Dá gosto ver.
Aprecio aquela apurada técnica dos adoradores de “tolas”.
(*) NOTA: Naquele tempo não existia a ASAE!!!
SAI UMA PRÁ MESA DO CANTO!!! ... com molho, ou sem molho,
de acordo com a preferência do cliente.
Em pé ao balcão, frente à(s) imperiais, devorava as bifanas. O molho e a carga de mostarda espalhada sobre a carne escorregavam do pão para o guardanapo de papel que protegia a mão enquanto acrobaticamente tentava evitar “baptizar” a gravata, a camisa, as calças e os sapatos.
É um mistério como ainda sobrevivo ao fim de mais de 70 anos a avaliar pelos avisos constantes sobre os malefícios da "carne vermelha" e do aumento previsível do colesterol.
Porém, com a idade, o paladar foi sofrendo alterações.
Refinou-se, determinando um aumento na constituição da “ementa”. Passou a ser mais "abrangente".
Que longo caminho, que perda de tempo até descobrir o paladar e as saudáveis propriedades do pescado.
A conversão de quem afirmava que "carapau não puxa carroça", foi dolorosa.
No presente já me considero um apreciador de “peixe” que passou a ser presença regular na minha alimentação, intervalando com um cozido à portuguesa preferencialmente com carne de porco e muitos e variados enchidos, o toucinho, chispe, orelha, unha etc., ou a picanha fatiada ou alta com a indispensável gordura, o bife na pedra, sempre tudo estupidamente mal passado, o pernil etc..
Passei a apreciar a sardinha que se tornou o meu prato preferido na época de Verão.
Robalinho, dourada (“escaladas”) salmão, lampreia, “massacotes”, peixe espada, pescada cozida “arrepiada”, carapaus de “um dia para o outro” com muita cebola e envinagrado, enfim... estou em todas! O bacalhau também é peixe??? Adoro!
Uma “cabeça” ou uma “tola” como os apreciadores se referem à cabeça de peixe é que ainda não entrou nos meus hábitos alimentares.
Só alinho desde que me dispensem “os lombos”! No que respeita a chupar, não me convidem para as espinhas de peixe. Também não sou adepto para comer os “olhos” ao animal.
Quando os amigos me convidam para uma”tola” aceito sempre!
Para além do bom e agradável convívio, indispensável para uma boa digestão, dos condimentos, grelos, ovo cozido, batatinha, acresce o atractivo de ver o prazer com que eles, os bons garfos, chupam, lambem, aspiram as espinhas. Depois de as colocarem à borda do prato, até parecem madrepérola. refletem.
Dá gosto ver.
Aprecio aquela apurada técnica dos adoradores de “tolas”.
A última vez que participei na “cerimónia” de deitar abaixo uma tola tipo orgasmo gastronómico para os apreciadores - foi a convite de uns amigos do peito (meu!) e da tola (… do peixe!) na passada semana.
Mais um especial e maravilhoso longo almoço em que as minhas perspectivas de assistir a um cerimonioso ritual não ficaram defraudadas.
Amigos! Mantenham o vosso apetite e saúde.
E para a próxima não se esqueçam! Os lombos aguardam-me!
E para a próxima não se esqueçam! Os lombos aguardam-me!
BOM DIA
Caro amigo Neves,
ResponderEliminarForam bons momentos que passámos com os nossos amigos de longa data: Lobato, Reis e Pinto Alho.
Foste presenteado com uns bons lombos da “tola”. Os bons amantes das “tolas” gostam de chupar as espinhas. Foi os que os outros amigos fizeram, Bons momentos para recordar.
A expressão a que te referes sobre a tua antiga alimentação de 365 bifes X 2 por ano, considero-a da minha lavra. Tem tantos anos como os anos de amizade que nos une (o seu ao seu dono).
Um abraço
Rosário Gomes
Meu caro amigo.
ResponderEliminarCada um chupa no que lhe dá prazer.