domingo, 13 de fevereiro de 2011

(34) FLAGRANTES DA VIDA REAL - 9

FLAGRANTES DA VIDA REAL 9 (e último… por enquanto...)
O MÊS DE DEZEMBRO NÃO QUER NADA COMIGO!
DEZEMBRO 2010



Desço no elevador, de minha casa até à garagem, para sair com o carro para as compras da semana no super-mercado.

Com o seu verde esperançoso e as suas jantes brilhando, o Twingo aguarda-me.

Quando giro a chave na ignição fico a saber que só as jantes brilham pois as luzes do painel de instrumentos mantêm-se na maior negritude.
Nem luzes nem qualquer som!

Pois! Bateria pifada!

Antigamente as baterias não morriam assim, se morte súbita.

As luzes avisadoras “iam-se abaixo” quando girávamos a chave. Depois pedíamos a uns transeuntes que dessem um “empurrãozinho”, engatávamos a 3ª, mantínhamos o pedal da embraiagem em baixo, retirando-o (ao pé!) logo que o carro ganhasse alguma velocidade. Uma sacudidela, pressão no acelerador para não deixar o motor ir abaixo e lá seguíamos para uma oficina, sem o ar de laboratório asséptico das actuais, onde deixávamos a nossa bateria a “carregar” levando de empréstimo uma cedida gentilmente pelo “senhor” da oficina. No “comércio local”… claro!

Agora não há nada pr’a ninguém! Bateria morta, bateria substituída. Nada de carregamentos.

Se por ventura os mais sabedores (e prevenidos) tiverem na bagageira aqueles cabos vermelhos e pretos com uns “crocodilos” nas pontas, ainda podem tentar ligá-los a uma bateria saudável e assim, por “transferência”, conseguir corrente electrica suficiente para seguir, numa curta viagem, rumo aos mais de 100 euros, custo da substituição do energético acessório. Depende do veículo.

A factura que me passaram e que paguei, foi de 97 euros.

O Pai Natal é muito meu amigo!

Bem… não me posso queixar pois já lá vão 22 anos desde o meu último Natal atribulado - que eu me lembre…
Espero que o ciclo de zero chatices Natalícias quebrado no ano passado não marque o reinicio de novos azares nos anos vindouros… se por acaso ainda por cá permanecer e em condições de pegar num volante.

Até Dezembro… lagarto… lagarto…



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