sexta-feira, 20 de maio de 2011

(44) CONFESSO!!! ONTEM COMPREI "A BOLA"



Quando ontem vi o jornal A Bola com a capa quase inteiramente preenchida das cores azul e branco, as lágrimas correram-me pela face. Quanto sacrifício! Quanta coragem!
Para aquele diário de informação (?!) desportiva também conhecido como a Bíblia Vermelha, e o “segundo canal” do SLB, em papel, aquele dia tornar-se-ia memorável pelas piores razões. A crise - passageira… aí umas vinte e quatro horas – iria atingi-lo de forma arrasadora. Quase tanto quanto a crise global. Nada adianto sobre esta última que nos toca - e de que maneira - para não chorar ainda mais.

Claro que, no dia seguinte, o volume de vendas voltará a atingir o seu volume normal, talvez com as notícias de negociações de novas contratações para o clube da segunda circular que ultimamente, à semelhança do trânsito naquela via, registou engarrafamento nos pontos conquistados e uma lentidão e tropeções exasperantes no seu percurso competitivo do pontapé na bola, certamente por acção retardadora dos numerosos radares azuis que encontrou no seu caminho nesta época de 2010/2011, prevista inicialmente como plena de esmagadoras conquistas nacionais e europeias.

A minha surpresa pelo grafismo daquela capa foi acompanhada pela certeza que as tradicionais reacções alérgicas à tinta azul nos seus habituais leitores(?) lampiões resultariam na drástica diminuição de exemplares vendidos com a consequente brutal quebra da receita. Para saciar o fundamentalismo vermelho e consequentemente para que o volume de vendas mantenha o seu elevado níve, o jornal é "obrigado" a publicar 365 capas pintadas de vermelho nos 365 dias que tem um ano… dos mais curtos!
Estranha postura de um diário de tendência acentuada para a “esquerda” hipotecando com uma óptica capitalista uma informação que deveria ser plural e isenta.

A noção dos elevadíssimos prejuízos económico/financeiros que certamente atingiriam aquele órgão de informação (?!) despertou o meu espírito solidário. E assim, aproveitando ainda para diminuir o peso das “sobras” – quantas árvores derrubadas sem proveito - resolvi quebrar a minha promessa de não comprar jornais ditos desportivos (?) e especialmente a “A BOLA”, e despendi oitenta e cinco cêntimos, do euro, na aquisição daquele diário.

Claro que vou emoldurar o único exemplar de A BOLA que, por motivos nobres ditados pelo meu coração de manteiga, entrou em minha modesta casa. Não pela vitória do clube nortenho mas como recordação do dia especial em que A BOLA se vestiu de azul, atitude heróica e que merece relevo também pelo difícil que deve ter sido engolir (mais) um tamanho “sapo” .

Boa tarde!

PS: Mesmo que Bola para a semana tenha uma recaída, caso o clube do Norte ganhe a Taça de Portugal, não voltarei a quebrar a promessa que acabei de confessar ter quebrado por razões puramente altruístas.

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