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Américo De
Sousa Felício
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olá bom
dia!!!estou eu a pensar, que o fado anda a cair no abismo,já á tempos que venho
a reparar, que todos querem cantar o fado, ontem vi um artista que de fadista
nada tinha a cantar um dito fado com um papel e a ler o que ia cantando, alguma
vez isto era permitido, claro como lia o poema faltava ao compasso, e tbm uma
senhora que nem vou dizer o nome, a declamar com um livro á frente, por amor da
da Santa aprendam e depois façam o trabalho, para mim o fado não se aprende
nasce com a gente, mas como toda a gente bete palminhas eles ficam extusiantes,
como dizia o outro ..á fado que tás virado da cabeça para os pés, nunca vi
tanto penico a berrar como agora , tenham um bom domingo e bem hajam
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Boa tarde amigo.
Hoje, ao rever uma gravação de um dos fados que
cantei no Restaurante De Cá e De Lá - que o meu amigo tão bem conhece - notei
que, de vez em quando, desvio o olhar para “conferir” a letra do “Bairro Alto”.
Logo, na sua opinião, que muito respeito, pertencerei ao Grupo dos PENICOS.
Quanto muito, porque não estou a socorrer-me de
um simples papel, mas sim de um (a) “tablet”, e para não me sentir demasiado “apenicado”,
será que poderei considerar-me, de “PENICO mas… “PENICO INFORMÁTICO ou
INFORMATIZADO”?
Na verade também comecei por colocar as letras
em papéis numa estante: Mas evoluí(!?). Agora nem mesmo como PENICO uso o
papel! Por azar, nem as novas tecnologias impedem falhas nos “tempos” e nos
“compassos”? Ou serão ao contrário?
Entretanto, vieram-me à memória as noites de
fado em que me desloquei a locais onde o Sr. Américo cantava, para ter o prazer
de o ouvir, apreciando os seus dote de fadista e a sua bela voz.
E também não esqueço - agradecendo uma vez mais
- os convites que me dirigiu naquelas e noutras ocasiões (e eu aceitei! claro!)
dando-me a oportunidade de colaborar em momentos de fado.
Às vezes eu trocava a letra, lembra-se? Pois… não levava papel.
Eu, não sou fadista, não sou profissional, nem
pretendo sê-lo. Sou apenas um idoso com mais de 75 anos que por vezes tenta cantar
umas canções e até uns fados, como certamente se recordará nas noites em que tive
a honra de o fazer a seu lado. Nasci em Alfama e naquele bairro vivi 28 anos, o
que lamentavelmente não me fez “ser fadista” .Vá-se lá saber porquê…
Só em Novembro de 2013 alguém teimou que eu
tinha condições e voz para cantar o fado. E eu aceitei o desafio e quis
experimentar.
Claro que minha memória já não era o que fora… Na
década de 60 (época jurássica!) cantei outro género musical e como raramente
ouvia fados, não conhecia uma letra inteira. Mas aceitei o desafio embora
desconfiado se teria de usar canadianas.
NOTA: Registei a observação de um dos
comentários sobre o seu escrito, referindo facto de artistas consagrados por
vezes, se socorrerem das “estantes” Mas deve ser apenas para seguirem a “pauta
musical”… a “partitura”! Digo eu… Já
viram que para aquele efeito até o Pavarotti, o Carreras e o Plácido Domingo
têm á sua frente (cada um deles) uma estante numa das suas interpretações de
“Amapola”?
Boa tarde
cNeves

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