FLAGRANTES DA VIDA REAL 2 de 9
O MÊS DE DEZEMBRO NÃO QUER NADA COMIGO!
Dezembro de 1971
O MÊS DE DEZEMBRO NÃO QUER NADA COMIGO!
Dezembro de 1971
Lisboa, Praça D. Pedro IV, vulgo Rossio. São 19h00, sexta-feira. Noite, chuva, trânsito congestionado como só na época Natalícia.
Conduzindo o meu …
…deslocava-me da Praça do Restauradores em direcção à Rua dos Douradores para recolher a minha mulher (a da altura…).
Para os mais novatos informo que existia, autorizado, um parque de estacionamento em redor da estátua dos Restauradores.
Subitamente ouço o ruído característico das lonas a “esfregarem-se no asfalto”: pneu furado! Circulando na faixa do meio ninguém me dá uma “abébia” para encostar a um dos passeios. Assim, paro bem no meio, ali mesmo em frente do café-snack-pastelaria “PIN-NIC” (que já lá vai...!!!).
Chapéu-de-chuva entalado debaixo do braço, pousado na cabeça, em equilíbrio precário, com as mãos entretidas com o macaco e a chave de rodas.
Banho frio, suor quentíssimo, raios e coriscos e muitas asneiras que ninguém ouviu, abafadas pelo barulho da chuva copiosa, do ruído do trânsito e das buzinadelas.
Naquele tempo buzinava-se mais que hoje…

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