FLAGRANTES DA VIDA REAL 4 de 9
O MÊS DE DEZEMBRO NÃO QUER NADA COMIGO!
Dezembro de 1973
Dia de Natal.
Consoada passada em casa de meus pais, com a família da minha ex-mulher.
Ceca das três horas da madrugada, vou a caminho do Poço do Bispo levando de boleia o casal de cunhados e filha.
Em Santa Apolónia resolvi desviar-me e saindo da Av. da Infante D. Henrique entro numa via paralela que existia à direita.
Bom piso, àquela hora sem trânsito.
Frio exterior intenso. Com quatro pessoas no interior, o pára-brisas, começa a embaciar. Coloco o desembaciador a funcionar com ventoinha no máximo.
Inconsciente, carrego no acelerador um pouco mais do que devia quando o pára-brisas ainda apresentava largas zonas de visibilidade reduzida.
Subitamente um estrondo, uma sacudidela ligeira (não andei “aos papéis”) e o ruído característico de um pneu furado.
Deixo o carro deslizar um pouco mais.
Paro, saio do carro.
Dou com o pneu da frente, lado direito, totalmente rasgado. No asfalto, mais atrás, os sinais de arrastamento de um paralelipípedo sobre o qual tinha passado e que eu não tivera condições de ver e evitar.
Tinha de ser! Macaco meu trabalha apenas uma vez no ano.
Sempre em Dezembro.
Mas daquela vez tive ajudante!
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