quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

(30) FLAGRANTES DA VIDA REAL 5 de 9

FLAGRANTES DA VIDA REAL - 5 de 9
O MÊS DE DEZEMBRO NÃO QUER NADA COMIGO!
DEZEMBRO 1976

Morava em S. João do Estoril.
O Morris tinha sido substituído por um…



… Renault 12 TS…

…com o qual vencia diariamente a marginal, no tempo em que os semáforos não povoavam aquela estrada diversas vezes qualificada como a “estrada mais perigosa da Europa” (in jornal “O DIA” de Dezembro de 1982 em artigo que ilustra outro flagrante da vida real, o "6 de 9".

Também não existiam os actuais separadores e a tristemente célebre curva do “Mónaco”, agora bem mais segura, era um cemitério de automóveis com acidentes quase diários, entretém para os endinheirados ( na altura os plasmas ainda não tinham lugar nos restaurantes) que almoçando no restaurante que dava o nome à curva, assistiam desde as mesas, através dos vidros, ao contínuo amassar de chapa e não só...

Uma manhã bem cedo a caminho do trabalho em Lisboa, dando boleia a um colega que morava (mora!) na Galiza, Estoril , depois de desfazer sem problemas a curva fatídica, iniciei a subida para o Alto da Boa Viagem.

E a “maldição” do 12º mês surgiu na forma e no som de um enorme estampido, tipo tiro de caçadeira de canos serrados. O pará-brisas quebrou! A viagem continuou bem mais devagar porque, para além da “teia de aranha” que se formara, surgira uma providencial, embora pequena área de forma rectangular a meio do pára-brisas, que permitiu a visão suficiente para que prosseguisse o caminho rumo a Lisboa.

Passados dois anos suceder-me-ia idêntico percalço, exactamente no mesmo sítio, mas com outro carro que me fora emprestado e não, não ocorreu em… Dezembro.

Alto da Boa-Viagem???


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