FLAGRANTES DA VIDA REAL 6 de 9
O MÊS DE DEZEMBRO NÃO QUER NADA COMIGO!
10 de DEZEMBRO 1982
Saí de casa.
Marginal.
O MÊS DE DEZEMBRO NÃO QUER NADA COMIGO!
10 de DEZEMBRO 1982
Sol reflectindo-se no asfalto húmido.
A voz e a guitarra de Emmylou Harris contribui para a boa disposição com um som “tratado” pelo amplificador/equalizador a fluir das quatro colunas, duas Pionerr de três vias na chapeleira.
Vou na calma.
Passo frente ao restaurante Dom Pepe, na Parede.
Curva para a direita.
Subitamente, frente ao muro do Sanatório da Parede, o carro segue em frente. Passo o risco contínuo e entro na faixa interior em sentido contrário.
Na minha direcção vem um camião do Exercito que, na altura, me pareceu do tamanho de uma locomotiva. Tento voltar à minha faixa, sem êxito. Procuro “fugir” e chegar-me ao passeio com a intenção de passar entre ele e o camião.
Quando “sinto” tracção e já na rota pretendida, o condutor militar entra em despiste e corta-me a passagem. Embate brutal. Estrondo da colisão, metal a espalhar-se pelo chão, vidros a quebrarem-se. Depois… o silêncio.
Quando consigo acalmar a respiração dou conta de ter rebentado o cinto de segurança e arrancado com a testa o espelho retrovisor que, naquela altura não era “colado” no pára-brisas mas fixado ao chassis por um tubo de metal.
Militares à minha volta mais um condutor que, não travando a tempo quis entrar na dança enfiando o seu carro debaixo das traseiras do camião.
Chega a Polícia (posteriormente fui multado por ter “pisado” o risco contínuo… duplo!!!) .
A Imprensa escrita também marca presença.
Testemunhas que assistiram ao acidente aproximam-se pensando que o acidente teria sido originado por uma qualquer indisposição que me tivesse acometido, pois a velocidade a que eu circulava era baixa (50 kms) e a trajectória desenhara-se muito “certinha”, sem balanços ou derrapagem. Deixam cartões-de-visita para eventual contacto futuro e votos de que tudo corra o melhor possível.
O Sargento que seguia na viatura do Exercito também pensou que eu teria sido vítima de doença súbita,ao ver a maneira como saí do meu percurso, devagar e sempre em frente sem escorregadela, Mas não!
A doença veio depois com a clavícula deslocada, uma ferida na testa e o desconforto que só quem já passou por situação semelhante poderá avaliar.
Por sorte, na altura, passava em direcção a Lisboa um cliente e amigo que recolheu tudo o que eu tinha no interior no carro e mais tarde me devolveu.
Entretanto depois de prestar declarações às autoridades, fui de ambulância até ao Hospital de Cascais para ser observado, ligado e finalmente com o braço ao peito e um monte de analgésicos fui para minha casa para dar conhecimento da ocorrência á família.
Claro que o Renault foi para à sucata.
Era Dezembro… logo… tudo normal.

Bem Candido sei que não é bonito rir da desgraça alheia, mas tenho lido estes "desastres" e tenho-me desbroncado a rir. Como é que é possivel ?! Que raio de "sina" esta do mês de Dezembro!?
ResponderEliminarAcho que nem de Chaimite eu arriscava a sair à rua heheh
Um abraço
Com direito a noticia no jornal e tudo!!
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a) TIAGO RODRIGUES
meu deus como me lembro disto e que sorte eu tive nao ter boleia tua nesse dia lembras-te? foi mesmo o meu dia de sorte ou talvez nao, nao sei...
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a) GINA NEVES
No creo en brujas, pero que las hay, las hay
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a)MARIA LOURDES HORTA