terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

(28) FLAGRANTES DA VIDA REAL 3 de 9

FLAGRANTES DA VIDA REAL 3 de 9
O MÊS DE DEZEMBRO NÃO QUER NADA COMIGO!
Dezembro de 1972

Lisboa, Praça Marquês de Pombal.

São 19h45, de um qualquer dia da semana de Natal.
Noite, trânsito numa das mais caóticas rotundas de Lisboa naquela altura e ainda hoje.


Faixa do meio, saio da Av. da Liberdade para rodear a estátua e seguir para a Joaquim António de Aguiar.

Ainda antes de passar frente à Fontes Pereira de Melo… furo de pneu. Por sorte não chovia.

Mas não dá para traduzir em palavras os sustos que apanhei, naqueles trinta minutos a mudar um pneu, com as tangentes das ultrapassagens dos que circulavam com aquele cuidado tradicional do condutor lisboeta.
Naqueles tempos não existiam coletes reflectores ou triângulos avisadores.

Apesar de todos os esforços para me atropelarem, naquele Natal ainda não chegara a minha hora.


Sem comentários:

Enviar um comentário